A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou as circunstâncias dos disparos efetuados por um Policial Militar, de 44 anos, contra o mecânico de motos Wilian Wink, 32 anos, no dia 1º de agosto, no Bairro Rio Branco, em Sobradinho. A delegada Graciela Foresti Chaga, responsável pela investigação, informou na manhã desta segunda-feira (17), que o PM foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado.
O inquérito foi enviado ao Poder Judiciário ainda na última sexta-feira (14). Em entrevista ao programa Enfoque da Rádio Sobradinho, a delegada esclareceu que a análise levou em conta uma série de elementos, entre eles os depoimentos de testemunhas e perícias.
Conforme ela, o enquadramento no crime de tentativa de homicídio qualificado levou em consideração que o policial tinha conhecimento sobre o manuseio da arma utilizada o que permite concluir que assumiu o risco de causar a morte ao efetuar os disparos. Além disso, pesou o fato da vítima estar desarmada, a curta distância e sem possibilidade de defesa. Graciela Foresti Chagas lembrou que o próximo passo é a análise do Ministério Público que poderá concordar ou não com a conclusão da Polícia Civil e oferecer denúncia à Justiça.
Durante as investigações, o PM optou pelo direito de não se manifestar, o que poderá fazer ao longo do processo. Paralelamente, o crime é investigado por um Inquérito Policial Militar. A delegada esclareceu que, caso o MP apresente denúncia e o judiciário instaure o processo por tentativa de homicídio, o policial não poderá responder pelo mesmo crime na esfera militar, o que não impede de ser julgado por outras conduta neste âmbito.
ENTENDA O CASO
No dia 1º de agosto o Policial Militar saiu do seu posto de trabalho em Passa Sete e foi até a oficina localizada no Bairro Rio Branco, em Sobradinho, nas proximidades de sua residência e, após rápida agressão ao mecânico, efetuou os disparos. Três dos quatro tiros acertaram Wilian Wink.
Os dois possuíam um histórico de desentendimentos por conta do barulho gerado na oficina, especializada na preparação de motos para competições. Após os disparos, o policial foi até o quartel da Brigada Militar em Sobradinho onde entregou a arma funcional utilizada, onde foi preso em flagrante, inicialmente pelo abandono de posto.
Dois dias após, ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar atendendo pedido da autoridade de Polícia Judiciária Militar. Ele permanece preso desde então no Presídio da Brigada Militar em Porto Alegre. O Poder Judiciário também decretou a prisão preventiva do brigadiano atendendo pedido feito pela Delegada de Polícia no âmbito do inquérito civil.









