Hospitais São João Evangelista e HCB emitem nota e negam negligencia em atendimentos à gestante de Sobradinho

A criança morreu com dois dias de vida no Hospital de Cachoeira do Sul, no dia 17 de abril deste ano.
Foto: Vinícios Rech

A direção médica do Hospital São João Evangelista Unidade II divulgou uma nota de esclarecimento sobre os atendimentos realizados à mãe da bebê Samira Nunes Wolff, moradora do Bairro Pinhal/Sobradinho. A criança morreu com dois dias de vida no Hospital de Cachoeira do Sul, no dia 17 de abril deste ano. Segundo o hospital, a gestante, que tinha diabetes e pressão alta, foi atendida pela primeira vez no dia 12 de abril, com 36 semanas de gravidez. Conforme a nota, ela apresentava sinais estáveis, movimentação fetal normal e não havia indicação de trabalho de parto ativo.

O caso teria sido discutido com o hospital de referência em Candelária e a paciente recebeu orientações para retornar em caso de agravamento. Já no dia 14 de abril, a mulher voltou ao hospital com rompimento da bolsa amniótica e foi encaminhada para a maternidade de referência, em Candelária. Lá permaneceu internada e após foi liberada com a indicação de uma data para realização da cesariana. A direção médica afirma que todos os procedimentos seguiram critérios técnicos e protocolos médicos. O vice-prefeito e interventor do hospital, Nilo Wietzke, disse que, pela apuração realizada, não houve negligência no atendimento prestado em Sobradinho, durante o pré-natal no ESF e no hospital.

A família, no entanto, contesta a versão apresentada. Os familiares questionam principalmente o primeiro atendimento, alegando que a gestante procurou o plantão com dores, sangramento e perda do tampão mucoso, mas foi liberada para casa sem encaminhamento imediato. Também foram levantados questionamentos sobre o acompanhamento da diabetes gestacional, da pressão alta e sobre a ausência de medicação para amadurecimento do pulmão da bebê.

O Hospital de Caridade de Cachoeira do Sul também divulgou nota afirmando que a indução do parto normal foi considerada a conduta mais segura para mãe e bebê, seguindo critérios técnicos e monitoramento constante durante todo o atendimento. O HCB ainda informou que a paciente e o familiar foram orientados sobre a conduta e houve assinatura do termo de consentimento. O trabalho de parto ocorreu sem intercorrências, conforme o hospital, com monitoramento fetal dentro da normalidade.

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