Tarifaço dos Estados Unidos preocupa setor do tabaco no Vale do Rio Pardo e no agronegócio gaúcho

Segundo o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), o aumento das tarifas pode prejudicar contratos, reduzir a competitividade e afetar a renda de milhares de produtores rurais.
Foto: Divulgação

A confirmação da sobretaxa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta no agronegócio do Rio Grande do Sul, especialmente no setor do tabaco, principal produto de exportação do Vale do Rio Pardo. A folha permaneceu fora da lista de exceções do novo tarifaço e ainda sofre o impacto de outros 10% de taxa já aplicada anteriormente. A medida preocupa produtores e indústria, já que os Estados Unidos são o terceiro principal destino do tabaco brasileiro, respondendo por cerca de 9% do volume exportado.

Segundo o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), o aumento das tarifas pode prejudicar contratos, reduzir a competitividade e afetar a renda de milhares de produtores rurais. O setor já vinha enfrentando dificuldades devido às incertezas comerciais entre os dois países. Em 2025, as exportações brasileiras de tabaco para os Estados Unidos somaram US$ 195,3 milhões, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, uma redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, a medida representa prejuízos para produtores, indústria brasileira e consumidores norte-americanos. A entidade destaca que o tabaco é cultivado sob encomenda e possui pouca possibilidade de ser redirecionado para outros mercados, aumentando os impactos de uma eventual redução nas compras dos Estados Unidos. Enquanto o setor do tabaco demonstra preocupação, o segmento do mel orgânico recebeu com alívio a decisão de inclusão na lista de exceções, ficando livre da nova sobretaxa.

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