Safra do fumo começa com alerta para perdas nas lavouras e aumento de impostos

Presidente da AMCSERRA, Luizinho Fagundes, participou da cerimônia
O presidente da (AMCSERRA), Luizinho Fagundes, participou da abertura

A abertura oficial da colheita do tabaco da safra 2026/2027 ocorreu nesta sexta-feira (6), em Vila Progresso, no interior de Vera Cruz. A cerimônia reuniu produtores, representantes de entidades do setor e autoridades, em um momento marcado pela preocupação com os prejuízos provocados pelos temporais e pelo aumento da tributação sobre os produtos derivados do fumo.

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, avaliou que a atual safra apresenta novamente condições atípicas. Segundo ele, mais de 9,9 mil lavouras foram atingidas por temporais em poucos dias, elevando para mais de 23 mil o número de registros de prejuízos nesta temporada.

Chuvas excessivas, granizo e ventos fortes comprometeram plantações em diferentes estágios de desenvolvimento. Drescher destacou que as perdas afetam diretamente a renda das famílias produtoras e a economia dos municípios que dependem da cultura do tabaco.

Diante das dificuldades, o dirigente também ressaltou a importância do sistema de auxílio mútuo da Afubra, que prevê compensações aos produtores em casos de perdas provocadas por eventos climáticos.

Aumento de impostos preocupa o setor

Outro tema que ganhou destaque durante a cerimônia foi o aumento da tributação sobre os produtos derivados do fumo. O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves, criticou a medida do governo federal e alertou para o risco de crescimento do mercado ilegal.

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, também demonstrou preocupação com os possíveis reflexos da elevação dos impostos sobre a cadeia produtiva, especialmente na geração de empregos, na renda dos agricultores e nas exportações.

O deputado estadual Marcus Vinícius de Almeida (PP) defendeu a mobilização política em apoio à atividade, destacando a importância econômica e social da produção de fumo para o Rio Grande do Sul.

AMCSERRA participa da abertura

O prefeito de Lagoa Bonita do Sul e presidente da Associação dos Municípios do Centro Serra (AMCSERRA), Luizinho Fagundes, participou da abertura oficial da colheita. A presença do dirigente regional ocorreu em um momento de reconhecimento da importância da cadeia produtiva do tabaco para a economia dos municípios.

A fumicultura representa uma importante fonte de renda para milhares de famílias no Rio Grande do Sul, além de movimentar o comércio, a indústria e diferentes setores ligados à produção agrícola.

Na safra 2025/2026, Vera Cruz produziu mais de 7 mil toneladas de fumo curado, em uma área de 3.455 hectares, envolvendo 1.660 produtores rurais.

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