A comercialização da safra de tabaco 2026 segue abaixo do esperado no Rio Grande do Sul. Segundo a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco, pouco mais de 40% da produção havia sido negociada até o final de maio, índice considerado baixo para esta época do ano. Além da lentidão nas vendas, os produtores também enfrentam preços inferiores aos esperados.
De acordo com o presidente da entidade, Gilson Becker, a situação preocupa agricultores, indústrias e municípios que dependem da fumicultura como importante fonte de renda. Becker destaca que o tabaco continua sendo uma das atividades mais rentáveis para pequenas propriedades rurais, desempenhando papel fundamental na economia de centenas de municípios gaúchos. Ele defende maior equilíbrio entre oferta, demanda e remuneração ao produtor para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva.
Segundo o dirigente, a demora na comercialização reduz a entrada de recursos nas propriedades rurais e afeta diretamente a economia local. Com menos dinheiro circulando, setores como comércio, serviços e demais atividades ligadas ao agronegócio também sentem os reflexos. A preocupação é que os impactos ultrapassem o campo e atinjam toda a economia regional.









