ACVSERRA cobra prefeitos do Centro Serra sobre regionalização dos partos e situação dos atendimentos obstétricos

A entidade afirma que a cobrança ocorre diante da “grave e insustentável situação” enfrentada na área da saúde materno-infantil da região.
Imagem: Divulgação

A Associação das Câmaras de Vereadores do Centro Serra (ACVSERRA) encaminhou um pedido oficial de informações aos prefeitos de Lagoa Bonita do Sul e Sobradinho sobre o andamento das tratativas para a retomada da regionalização dos partos na região. O documento foi enviado nessa quarta-feira (07), e é assinado pelo presidente da entidade, Carlos Joceli da Silva. O ofício, ao qual a reportagem das rádios Sobradinho e Jacuí teve acesso, foi direcionado ao presidente da Associação dos Municípios do Centro Serra (AMCSERRA) e prefeito de Lagoa Bonita do Sul, Luiz Francisco Fagundes, além do prefeito de Sobradinho, Luiz Afonso Trevisan. No texto, a entidade afirma que a cobrança ocorre diante da “grave e insustentável situação” enfrentada na área da saúde materno-infantil da região.

Conforme a ACVSERRA, o Legislativo regional recebeu denúncias e vem acompanhando problemas relacionados aos atendimentos de gestantes e recém-nascidos. O documento cita, inclusive, o óbito de um bebê com apenas dois dias de vida, caso apontado pela entidade como um fato “trágico e inaceitável”. No pedido de informações, a associação também questiona o andamento das adequações estruturais e administrativas envolvendo o hospital de Sobradinho. Segundo o ofício, no início do ano teria sido solicitado um prazo de cerca de dois meses para a resolução das pendências, período que, conforme a entidade, já se esgotou sem a normalização dos serviços obstétricos.

A ACVSERRA solicita esclarecimentos sobre em que estágio se encontram as adequações do hospital e qual é a previsão definitiva para a resolução do impasse. Outro ponto destacado no documento é a situação do Hospital Santa Rosa de Lima, de Arroio do Tigre. A entidade afirma que a instituição está apta e estruturada para receber as demandas obstétricas da região e questiona por que esta alternativa não estaria sendo utilizada de forma plena enquanto as tratativas em Sobradinho não são concluídas. Ao final do ofício, a associação pede que as respostas sejam encaminhadas no menor prazo possível, considerando a gravidade da situação e o direito fundamental à vida. 

Ao acessar e navegar neste website você está de acordo com a nossa Política de Privacidade