O corpo de Zenaide Lazzari Antunes, de 80 anos, está sendo velado no Salão Comunitário São João Batista, de Linha Tupi, e será sepultado na manhã desta quarta-feira (19), no Cemitério Municipal de Sobradinho. Zenaide morreu após cair da janela de um apartamento no bairro Floresta, em Porto Alegre, na madrugada dessa terça-feira (18). O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias da queda e a possibilidade de feminicídio. A ocorrência aconteceu por volta das 4h, na Rua Almirante Barroso. A idosa caiu do segundo andar do edifício e foi localizada na área interna do prédio. Ela recebeu atendimento do Samu e foi encaminhada ao Hospital Cristo Redentor, mas não resistiu aos ferimentos.
O principal suspeito é o filho da vítima, de 49 anos, que foi preso e apresentado à 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Conforme a Polícia Civil, o homem possui histórico de uso de drogas e antecedentes por homicídio, lesão corporal e furto. Até o momento, não foram identificados registros anteriores de violência entre mãe e filho. A investigação considera diferentes possibilidades para a queda, incluindo acidente, suicídio ou a hipótese de a vítima ter sido empurrada. Segundo a delegada Thaís Dequech, titular da 1ª Deam, a possibilidade de crime contra a mulher está sendo apurada a partir dos elementos já levantados. A Brigada Militar foi acionada depois que a síndica do condomínio encontrou sangue no corredor e verificou as imagens das câmeras de segurança.
Os registros mostram uma pessoa caindo da janela por volta das 4h. Moradores também relataram ter ouvido gritos durante a madrugada. Equipes da Polícia Civil e do Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizaram levantamentos no local. As imagens das câmeras, os depoimentos de moradores e o laudo do Departamento Médico-Legal (DML) deverão auxiliar na apuração da dinâmica do caso e na definição da causa da morte. O inquérito está sob responsabilidade da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, com acompanhamento do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV). A responsabilidade criminal do suspeito ainda será definida no decorrer das investigações.
(Fontes: Marcel Horowitz e GZH)









