Durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Sobradinho, nessa segunda-feira (13), a vereadora Cátia Dalmolin (PP) fez um pronunciamento contundente com críticas à situação da saúde pública no município. A manifestação ocorre uma semana após a apresentação de dados do setor pela vice-presidente do Legislativo, Ingrid Hermes (MDB).
Cátia levantou questionamentos sobre a aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares destinadas ao custeio da saúde, destacando que esses valores podem ser utilizados inclusive, para a realização de exames — algo que, segundo ela, não vinha sendo plenamente aproveitado. A vereadora classificou a situação como um indicativo de má gestão e incompetência, ressaltando que os problemas não são exclusivos da atual administração, mas também de gestões passadas.
A parlamentar também criticou o relatório apresentado na sessão anterior pela vereadora Ingrid, afirmando não ter recebido o documento oficialmente e colocando em dúvida a veracidade das informações. Segundo ela, a realidade enfrentada pelos usuários do sistema público de saúde é bastante diferente do que foi apresentado. Cátia destacou que, com base em relatos recebidos pela Comissão de Saúde, cerca de 90% dos usuários apontam falhas no atendimento, especialmente na logística do transporte de pacientes. Entre os problemas mencionados, denunciou veículos em condições precárias, falta de organização no transporte, relatos de pacientes esquecidos e a mistura de pessoas com diferentes condições de saúde durante as viagens.
A vereadora também chamou atenção para situações em que pacientes passam o dia inteiro sem alimentação por falta de condições financeiras. Para ela, é necessário garantir condições mais dignas aos pacientes, principalmente no que diz respeito ao transporte.
Na semana anterior, a vereadora Ingrid Hermes apresentou dados da Secretaria Municipal da Saúde, destacando que cerca de 80 pessoas utilizam diariamente o transporte para atendimentos fora de Sobradinho, o que representa aproximadamente 2.400 deslocamentos mensais. Apesar de reconhecer desafios, Ingrid avaliou que o sistema atende à população e defendeu o aumento no número de agentes comunitários de saúde como estratégia para qualificar o atendimento local e reduzir a necessidade de deslocamentos. Cátia Dalmolin afirmou que deverá trazer novas denúncias, incluindo questões relacionadas à administração do Hospital São João Evangelista.







