O Senado rejeitou, nessa quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Indicado pelo presidente Lula para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, Messias foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça por 16 votos a 11, mas rejeitado no plenário do Senado por 42 votos a 34, com uma abstenção, em votação secreta. Ele precisava de ao menos 41 votos favoráveis (maioria absoluta dos 81 senadores) para ser aprovado.
Com a rejeição, Lula deverá indicar outro nome. Jorge Rodrigo Araújo Messias, 45 anos, pernambucano, é advogado-geral da União desde 2023, no início do terceiro governo Lula, após participar da equipe de transição. Servidor público desde 2007, atuou em órgãos como o Banco Central e o BNDES. É considerado próximo e de confiança de Lula, com vínculos desde o governo Dilma Rousseff.
Na chefia da AGU, teve papel central na estratégia jurídica do governo, defendendo instituições como o STF e atuando em temas relevantes, como ações sobre o IOF e a regulamentação de redes sociais. A última vez que a Casa rejeitou a indicação de um ministro ocorreu há 132 anos. Em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, cinco nomes foram barrados: Barata Ribeiro, Innocêncio Galvão de Queiroz, Ewerton Quadros, Antônio Navarro e Demosthenes da Silveira Lobo.









