A Concessionária Rota de Santa Maria encaminhou à Agergs uma proposta de revisão do contrato de concessão da RSC-287, alegando que as condições atuais da rodovia são diferentes das previstas no processo de licitação realizado em 2021. A empresa busca adequações econômicas, operacionais e regulatórias para manter o cronograma de investimentos. Entre as propostas estão a revisão das projeções de tráfego, a reprogramação do calendário de obras, a implantação do sistema de cobrança eletrônica em fluxo livre (free flow), além da criação de descontos para usuários frequentes da rodovia.
A concessionária afirma que a redução do fluxo de veículos após a pandemia, o aumento dos custos de construção, os impactos das enchentes de 2024 e a necessidade de obras de adaptação às mudanças climáticas afetaram a execução do planejamento inicial. O Governo do Rio Grande do Sul também oficializou dois termos aditivos ao contrato da RSC-287, reconhecendo reequilíbrios econômico-financeiros que totalizam R$ 46,2 milhões.
Desse valor, R$ 45,5 milhões correspondem a alterações nas condições da rodovia identificadas entre a apresentação da proposta da licitação e o início da concessão, enquanto R$ 716 mil são referentes a danos em taludes. Os valores serão compensados por meio da revisão tarifária prevista no contrato. A concessionária defende o sistema free flow como uma alternativa para melhorar a fluidez do trânsito e cobrar de forma proporcional ao trecho utilizado, mas ressalta a necessidade de regras para reduzir riscos de inadimplência.









