Preço do litro de leite já ultrapassa R$ 8,00 em Sobradinho

O aumento do leite vem acontecendo periodicamente há quatro meses, mas nos meses de maio e junho os valores foram às alturas.

jun 27, 2022

Foto: Divulgação

O preço do leite disparou nos supermercados gaúchos, fazendo com que a cesta básica pesasse ainda mais no bolso dos consumidores. Aliado ao aumento dos preços dos combustíveis, o alimento também está entre os itens com aumento significativo dos preços. Quem mais sofre com esse aumento são principalmente famílias que têm crianças em casa. O aumento do leite vem acontecendo periodicamente há quatro meses, mas nos meses de maio e junho os valores foram às alturas. Um levantamento feito pela reportagem das Rádios Sobradinho AM e Jacuí FM na manhã desta segunda-feira (27), mostra que em Sobradinho já tem supermercados com o preço do litro do leite, ultrapassando o valor dos R$ 8,00. O preço mais alto verificado no município, é de R$ 8,50, e o menor preço tem margem acima e R$ 7 reais.

Em janeiro deste ano, era possível comprar o produto por pouco mais de R$ 4,00. A menor produção de leite, por sua vez, é explicada pelos elevados custos de produção e pela diminuição dos investimentos ao longo dos últimos meses – o que tem reduzido o potencial de recuperação da oferta mesmo diante do aumento dos preços pagos ao produtor. O valor de referência do leite projetado para o Rio Grande do Sul em junho é de R$ 2,65 o litro. O indicador foi divulgado pelo Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado do Rio Grande do Sul. Segundo o coordenador do Conseleite, Eugênio Zanetti, a projeção reflete o momento de entressafra do leite no Sul do Brasil e a elevação de custos de produção no campo e na indústria, principalmente em função do reajuste de itens como o óleo diesel, o frete, as embalagens, e do próprio milho utilizado na ração do gado.

O momento, alertou ele, é de estreitar o diálogo com o governo para tentar encontrar um ponto de equilíbrio. Nos últimos meses, o setor lácteo vem enfrentando perda de competitividade com o impacto tributário do novo Fator de Ajuste de Fruição (FAF), já que Santa Catarina e Paraná não têm esse aumento de carga tributária e ainda possuem fábricas de embalagens acartonadas e embalagens secundárias mais desenvolvidas que o Rio Grande do Sul. Essa perda de competitividade, aliada ao alto custo de produção, tem contribuído para a diminuição do número de produtores e do volume de leite ofertado no campo.