O cantor e compositor Pedro Ortaça faleceu na madrugada desta sexta-feira (29), aos 83 anos, em Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Considerado o último representante dos chamados Troncos Missioneiros, o artista deixa um importante legado para a música tradicional gaúcha e missioneira. Conforme familiares, Ortaça enfrentava problemas de saúde nos últimos anos e sofreu complicações após uma cirurgia de amputação de uma das pernas. Durante a madrugada, ele teve uma parada cardiorrespiratória e, posteriormente, outras duas ocorrências por volta das 4h. No ano passado, o músico já havia passado por outra amputação.
Além das recentes complicações, Pedro Ortaça acumulava histórico de internações para tratamento de pneumonia e também havia realizado uma cirurgia de ponte de safena em 2021. Desde março de 2025, ele residia com a família em Ijuí para realizar tratamento de diálise. Em janeiro deste ano, esteve internado devido a um quadro de edema pulmonar. O artista deixa a esposa, Rose, os filhos Gabriel, Marianita e Alberto, além de netos. O velório ocorrerá em Ijuí, com uma cerimônia também prevista em São Luiz Gonzaga, município missioneiro onde nasceu.
Reconhecido por manter viva a cultura das Missões, Pedro Ortaça marcou gerações com músicas como “Timbre de Galo”, “Bailanta do Tibúrcio” e “Queixo Duro”. Ele integrava o grupo conhecido como Troncos Missioneiros, ao lado de nomes históricos da música regional gaúcha como Noel Guarany, Cenair Maicá e Jayme Caetano Braun.
Em agosto do ano passado, lançou sua última canção, “Pena Guarany”, gravada em parceria com o filho Gabriel. A música homenageia os 400 anos das Missões, celebrados neste ano.









