Deputado afirma que fumageiras pressionam contra a aprovação do projeto que classifica tabaco na propriedade rural

Zé Nunes disse que, no início da tramitação, deputados escolhidos para relatar o projeto demoraram muito para concluir o trabalho.

jun 28, 2022

Foto: Divulgação

O deputado estadual Zé Nunes, do PT, afirmou que as empresas fumageiras têm feito pressão contra a aprovação do projeto de sua autoria que prevê a classificação do tabaco na propriedade rural. Ele falou ao programa Enfoque na manhã desta terça-feira (28). O assunto veio à tona depois que dois vereadores de Arroio do Tigre levantaram a possibilidade de estar havendo um atraso proposital na tramitação da matéria que foi protocolada na Assembleia Legislativa em 2015.

Zé Nunes disse que, no início da tramitação, deputados escolhidos para relatar o projeto demoraram muito para concluir o trabalho. Ele, porém, preferiu não revelar os nomes destes parlamentares. Garantiu apenas que o recente pedido de vista feito pelo colega Elton Webber, do PSB, foi positivo para embasar a proposta. Conforme o petista, Webber é favorável ao projeto. Este pedido de vista foi citado na Câmara de Arroio do Tigre como possível motivo para a demora na votação.

Na entrevista de hoje, Zé Nunes disse que a lentidão na tramitação se deve à pressão das empresas sobre alguns deputados e o Governo do Estado e, também, porque muitos parlamentares não conhecem o setor. Nunes afirmou que não faz sentido a alegação das empresas de que há dificuldade para implementar a classificação na propriedade. Para ele, basta analisar o produto e colocar uma etiqueta com código de barras e enviar o produto para a indústria.

O deputado pediu que as Câmaras de Vereadores ajudem a convencer os demais deputados estaduais a aprovar o projeto. A votação deverá ocorrer nos próximos dias. Em Arroio do Tigre o assunto foi levantado pelos vereadores Carlinhos da Silva e Tiago Bertollo. A reportagem das Rádios Sobradinho AM e Jacuí FM fez contato com o Sindicato das Empresas – o SindiTabaco –, porém até agora a entidade não se manifestou.