Defesa de policial investigado por disparos em Sobradinho destaca necessidade de análise das provas

Segundo a defesa, qualquer manifestação sobre o mérito dos fatos neste estágio seria precipitada e sem o devido embasamento técnico.
Foto: Reprodução

Os advogados criminalistas Felipe Raúl Haas, Leonardo Araújo e Brizola Filho informaram que assumiram a defesa técnica do policial militar investigado pelos fatos ocorridos na manhã do último sábado (01), no Bairro Rio Branco, em Sobradinho, envolvendo disparos de arma de fogo contra o proprietário de uma oficina mecânica. O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens e informações sobre a ocorrência, que segue em investigação pelas autoridades competentes.

Em nota, os advogados afirmaram que, até o momento, ainda não tiveram acesso integral aos autos do procedimento investigatório nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas pelas autoridades. Segundo a defesa, qualquer manifestação sobre o mérito dos fatos neste estágio seria precipitada e sem o devido embasamento técnico. A equipe jurídica destacou que a análise do caso deve considerar todas as provas e circunstâncias documentadas, respeitando os princípios do contraditório e da ampla defesa.

Conforme os advogados, o processo penal deve ser avaliado a partir do conjunto probatório oficial, e não apenas com base em informações divulgadas pela imprensa ou registros isolados. A defesa do policial informou ainda que, após ter acesso aos autos e realizar a análise dos documentos e provas, poderá se manifestar publicamente, conforme a estratégia definida para o caso e o andamento da investigação.

Confira a íntegra da nota:

Os advogados criminalistas Felipe Raúl Haas, Leonardo Araújo e Brizola Filho informam que assumiram, nesta data, a defesa técnica do policial militar investigado pelos fatos ocorridos no município de Sobradinho/RS, caso que ganhou ampla repercussão após a divulgação de imagens e notícias dando conta de disparos de arma de fogo efetuados contra o proprietário de uma oficina mecânica, atualmente em apuração pelas autoridades competentes.

Até o presente momento, a defesa não teve acesso aos autos do procedimento investigatório, tampouco aos elementos de informação que embasaram as medidas adotadas pelas autoridades competentes. Nessas circunstâncias, qualquer manifestação acerca do mérito dos fatos seria incompatível com o exercício responsável da advocacia criminal e desprovida do necessário suporte técnico.

A defesa reafirma que a formação de qualquer juízo jurídico exige conhecimento integral dos autos, da prova produzida e do contexto fático efetivamente documentado, sendo incompatível com manifestações fundadas exclusivamente em informações veiculadas pela imprensa.

O processo penal não se desenvolve a partir de versões extraídas de reportagens ou registros audiovisuais isolados, mas da análise técnica do conjunto probatório produzido sob o crivo das garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa.

Após a obtenção de acesso aos autos e a análise técnica dos elementos de informação e de prova, a defesa realizará manifestação pública, na medida em que isso se mostrar compatível com a estratégia defensiva e com o regular desenvolvimento da persecução penal.

Felipe Raúl Haas
Leonardo Araújo
Brizola Filho

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