Comissão de Ética propõe advertência verbal à vereadora de Sobradinho

Parecer considera parcialmente procedente representação relacionada à conduta da parlamentar durante fiscalização no Hospital São João Evangelista. Acusações mais graves foram afastadas por falta de provas.

O Órgão de Ética Parlamentar da Câmara de Vereadores de Sobradinho decidiu pela procedência parcial de uma representação apresentada contra a vereadora Cátia Thais Dal Molin (PP), relacionada a uma fiscalização realizada no Hospital São João Evangelista – Unidade II. O processo foi instaurado a partir de expediente encaminhado à Câmara pela Mesa Diretora, após fatos ocorridos durante uma visita da vereadora à unidade hospitalar.

Durante a análise, a Comissão de Ética ouviu testemunhas, analisou documentos e considerou a defesa apresentada pela vereadora. Ao final, parte das acusações foi considerada sem comprovação suficiente. Entre os pontos afastados estão as acusações de coação ou intimidação de funcionários para ingresso no hospital, obtenção de acesso a prontuários e ingresso irregular em quartos de isolamento e pediatria. Também foi retirada da análise uma manifestação feita pela vereadora em sessão plenária no dia 5 de fevereiro de 2026. Segundo o parecer, o conteúdo estaria protegido pela inviolabilidade parlamentar.

Por outro lado, a Comissão considerou comprovada uma conduta ocorrida durante a abordagem ao médico plantonista. Conforme o parecer, a forma como a vereadora se dirigiu ao profissional extrapolou os limites considerados adequados para o exercício da fiscalização parlamentar.

A Comissão enquadrou a conduta como uma infração de natureza leve, por entender que houve violação ao dever de tratar com respeito e independência as autoridades, servidores e cidadãos durante o exercício da atividade parlamentar. Como consequência, o parecer propõe a aplicação de censura verbal à vereadora, uma espécie de advertência.

A decisão também determina o encaminhamento do caso à Presidência da Câmara para aplicação da penalidade. A vereadora e sua defesa, entretanto, poderão recorrer da decisão ao Plenário da Câmara.

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