Setor do tabaco avalia cenário da safra e desafios do mercado em reunião da Câmara Setorial

O panorama do mercado internacional foi apresentado pelo presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, que relatou queda nas exportações brasileiras no primeiro semestre de 2026.
Foto: Luciana Jost Radtke/Assessoria De Imprensa

Representantes da cadeia produtiva do tabaco estiveram reunidos nesta quinta-feira (15), durante a 80ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, para discutir temas relacionados à produção, comercialização, exportações e ações de representação do setor. Ao abrir o encontro, o presidente da Câmara Setorial e vice-presidente da Afubra, Romeu Schneider, enfatizou a importância da união entre as entidades para enfrentar os desafios da atividade e manter o alinhamento das estratégias em defesa dos produtores. Na avaliação da safra 2025/2026, o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, informou que a produção nos três estados do Sul deve alcançar aproximadamente 685 mil toneladas.

Ele também chamou atenção para a redução dos preços pagos pelo tabaco ao longo da comercialização, situação que, segundo ele, tem afetado a renda dos fumicultores, especialmente no Rio Grande do Sul, onde ainda resta parte da produção de tabaco Virgínia para ser comercializada. O panorama do mercado internacional foi apresentado pelo presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, que relatou queda nas exportações brasileiras no primeiro semestre de 2026. Conforme explicou, a retração está relacionada ao aumento da oferta mundial e à redução dos preços no mercado externo, embora o Brasil continue entre os principais fornecedores para diversos países.

A pauta também incluiu as ações desenvolvidas em Brasília, apresentadas pelo presidente da AmproTabaco e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, além de um balanço dos seminários regionais promovidos pela Fentitabaco, feito por Rangel Marcon, que destacou a participação de cerca de 900 pessoas nos encontros realizados no Sul do país. Outro assunto debatido foi a proposta de implantação do vazio sanitário na cultura do tabaco. A medida ainda será analisada tecnicamente antes de uma possível apresentação ao Ministério da Agricultura.

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