Regionalização dos partos mobiliza lideranças do Centro-Serra

O encontro ocorreu na Câmara de Vereadores de Arroio do Tigre e reuniu prefeitos da Associação dos Municípios do Centro Serra (AMCSerra), secretários municipais de Saúde e representantes do Legislativo regional.
Foto: Fabricio Ceolin

A Associação dos Vereadores do Centro Serra (ACVSerra), promoveu nesta quinta-feira (26) uma reunião para tratar da retomada da regionalização dos partos no Centro Serra. O encontro ocorreu na Câmara de Vereadores de Arroio do Tigre e reuniu prefeitos da Associação dos Municípios do Centro Serra (AMCSerra), secretários municipais de Saúde e representantes do Legislativo regional. O presidente da ACVSerra, Carlos Joceli da Silva, o Carlinhos (Progressistas), destacou que o momento é decisivo para a região. Segundo ele, embora Sobradinho também pleiteie a demanda, não se trata de disputa, mas de viabilizar a melhor solução para o Centro Serra. “Precisamos construir juntos uma alternativa para reivindicar e cobrar o retorno do serviço”, afirmou.

O prefeito de Lagoa Bonita, Luizinho Fagundes, presidente da AMCSerra, ponderou que a decisão precisa ser avaliada com cautela, especialmente em relação aos custos. Atualmente, Lagoa Bonita paga cerca de R$ 7 mil mensais para partos realizados em Candelária. Caso o serviço seja implantado em Arroio do Tigre, o valor estimado pode chegar a R$ 11 mil. Ele ressaltou que o atendimento em Candelária é considerado satisfatório, mas demonstrou preocupação em assumir um novo compromisso sem garantias formais sobre os serviços e sem clareza contratual. Luizinho também informou que o prefeito de Sobradinho, Maninho Trevisan, não compareceu à reunião por estar tratando de questões burocráticas relacionadas ao hospital do município. Segundo ele, Maninho teria manifestado apoio à instalação do serviço em Arroio do Tigre, caso essa seja a definição regional.
Prefeitos de Lagoa Bonita do Sul, Passa Sete, Ibarama, Segredo e Arroio do Tigre, além do vice-prefeito de Estrela Velha, participaram do encontro.

O prefeito de Ibarama, Valmor Mattana, destacou o impacto financeiro para os municípios. Já o prefeito de Segredo, Claudio Trevisan, afirmou preferência por Arroio do Tigre, mas também condicionou a decisão à análise de custos. Maurício Ruoso, de Passa Sete, reforçou a necessidade de união regional antes do encaminhamento à Secretaria Estadual da Saúde. Gilmar Stefanello, prefeito em exercício de Estrela Velha, apoiou a proposta de Arroio do Tigre e salientou que, apesar do bom atendimento em Candelária, a distância preocupa gestantes e familiares. Segundo ele, há casos de partos particulares realizados por receio do deslocamento.

O presidente do Hospital Santa Rosa de Lima, Ernani Zimmer, afirmou que a casa de saúde está preparada para receber o serviço, destacando a qualidade e o comprometimento da equipe médica. O médico Eduardo Schiavo dos Santos esclareceu que, considerando transporte e logística, os custos podem se aproximar dos valores atualmente pagos fora da região. Ele ressaltou que, no momento, o hospital apto para atender partos pelo SUS no Centro Serra é o de Arroio do Tigre. Durante a reunião, foi informado que o hospital propõe o repasse de R$ 5 por habitante/mês aos municípios, enquanto Candelária cobra R$ 3,19. Os prefeitos solicitaram que a proposta seja formalizada por escrito para análise jurídica antes de qualquer definição.

Representantes dos Legislativos de Arroio do Tigre, Sobradinho, Estrela Velha, Segredo, Passa Sete e Lagoa Bonita também estiveram presentes. A vereadora de Sobradinho, Cátia Dalmolin, lamentou a ausência de representantes do Executivo e do hospital sobradinhense. Ela afirmou que o município não dispõe atualmente de equipe técnica e equipamentos para assumir o serviço, defendendo a instalação em Arroio do Tigre e pedindo que não haja disputa de ego, mas foco na população.

O vereador sobradinhense Jonas Horbach, afirmou que o hospital de Sobradinho ainda enfrenta entraves e aguarda definições financeiras. Segundo ele, o prefeito solicitou prazo de dois meses para resolver a situação, inclusive buscando financiamento. Ao final do encontro, Luizinho Fagundes presidente da Associação dos Municípios do Centro Serra, pediu união e flexibilidade entre os gestores. A proposta de contrato e custos será analisada juridicamente por cada município antes do encaminhamento oficial à Secretaria Estadual da Saúde. Luizinho não estimou quando uma resposta deverá ser apresentada, mas disse que depende do Hospital Santa Rosa de Lima enviar a proposta formal

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