Sobradinho aprova implantação do programa “Município Sem Doença” com práticas integrativas pelo SUS

O programa deverá iniciar com ações voltadas aos profissionais da educação, estudantes e suas famílias.
Foto: Divulgação

O município de Sobradinho deverá implantar o Programa Municipal de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde – “Município Sem Doença”, iniciativa que busca ampliar o cuidado com a saúde física, emocional e mental da população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto foi aprovado pela Câmara de Vereadores na sessão dessa segunda-feira (10). De acordo com a secretária de Educação, Cultura Turismo e Desporto, Lisani Bernardini, o programa contará inicialmente com R$ 150 mil em recursos, destinados por meio de emenda do deputado federal Giovani Cherini (PL). Segundo ela, o objetivo é oferecer atendimento que contemple também a parte emocional das pessoas. Lisani destacou que muitas vezes a população necessita de apoio por meio de terapias e práticas que auxiliem no equilíbrio emocional.

O programa deverá iniciar com ações voltadas aos profissionais da educação, estudantes e suas famílias, público que, segundo a secretária, tem apresentado grande necessidade de acompanhamento. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) atuam na prevenção de doenças, na promoção e recuperação da saúde, seguindo um modelo de atenção mais humanizado e centrado na integralidade da pessoa. Dessa forma, contribuem também para o fortalecimento dos princípios do SUS. A proposta prevê uma ação integrada entre diversas secretarias municipais, incluindo Saúde, Educação, Agricultura e Assistência Social, ampliando o atendimento para públicos de diferentes áreas da administração. Entre as iniciativas previstas estão a implantação de um horto medicinal, incentivo a práticas tradicionais como benzimentos, além da criação de um espaço adequado para acolhimento e desenvolvimento de terapias.

Também está prevista a busca por formação e capacitação de profissionais para atuar nas práticas integrativas. Estudos apontam que essas práticas têm impacto positivo na saúde dos usuários, especialmente nas dimensões psicológica, física e emocional, sendo também importantes no acompanhamento de pessoas com doenças crônicas, que muitas vezes apresentam sintomas físicos e psicológicos simultaneamente. Conforme o projeto do Executivo, o programa poderá incluir diversas práticas reconhecidas pelo Ministério da Saúde dentro da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, como homeopatia, acupuntura, fitoterapia, arteterapia, meditação, musicoterapia, reiki, yoga, aromaterapia, biodança, dança circular, reflexoterapia, terapia comunitária integrativa, entre outras terapias voltadas ao cuidado integral da saúde.

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