Santa Cruz do Sul tem o primeiro caso da variante ômicron

Trata-se de uma mulher residente em Santa Cruz do Sul, que voltou de viagem da África do Sul na última semana

dez 4, 2021

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) confirmou, na tarde desta sexta-feira (3), o primeiro caso de paciente com a variante ômicron do coronavírus no Rio Grande do Sul. Trata-se de uma mulher residente em Santa Cruz do Sul, que voltou de viagem da África do Sul na última semana. O Centro Estadual de Vigilância em Saúde recebeu a amostra da paciente no início da tarde de quinta-feira (2) e fez o sequenciamento genômico completo do vírus em tempo recorde, aproximadamente 24 horas, a fim de agilizar as ações de vigilância e a adoção das medidas sanitárias necessárias. A mulher está em isolamento domiciliar e acompanhada pela vigilância em saúde do município. Ela recebeu duas doses de vacina contra a Covid-19 e apresentou febre. Os contactantes também serão testados para a doença. Informações pessoais estão sendo omitidas para preservar a identidade da paciente.

De acordo com o especialista em saúde do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Richard Steiner Salvato, o sequenciamento genético completo é o teste capaz de determinar com precisão a linhagem do vírus. Os reagentes necessários para o sequenciamento genético completo do vírus são de difícil aquisição e possuem um lento processo de compra. Diante da confirmação da nova variante no Estado, a secretária da Saúde, Arita Bergmann, reforçou a necessidade de as pessoas investirem, cada vez mais, nos cuidados básicos, especialmente o uso de máscara e o distanciamento adequado. Além disso, devem procurar as unidades de saúde caso ainda não tenham se vacinado, ou falte alguma dose. Nesta sexta (3/12), 842 mil pessoas estavam com a segunda dose em atraso, e 721 mil com a dose de reforço atrasada. Desde segunda-feira (29), o Centro Estadual de Vigilância em Saúde intensificou a vigilância genômica do coronavírus, em função da nova variante ômicron e a necessidade de identificá-la assim que o vírus modificado entrasse no território gaúcho.

Todas as amostras analisadas nos laboratórios do Centro Estadual de Vigilância em Saúde que resultarem positivas e que possuam carga viral suficiente passam por um teste de RT-PCR específico para a identificação de possíveis casos da variante. Se o teste indicar a presença de uma mutação existente na ômicron e não na delta ou na gamma (variantes em circulação no Rio Grande do Sul atualmente), essa amostra passa por um sequenciamento genético completo para a confirmação. O sequenciamento completo poderá ser feito no Centro Estadual de Vigilância em Saúde ou na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Richard Salvato explica que a ômicron apresenta um grande número de mutações na proteína Spike do vírus, que é a parte responsável por se ligar à célula humana, e também é a região em que parte das vacinas agem. As mutações na proteína Spike fazem, principalmente, com que o vírus se torne mais transmissível, e essa é das prováveis características da ômicron.

Já a Prefeitura de Santa Cruz do Sul emitiu um comunicado após Município ter o primeiro caso da variante ômicron. A nota foi divulgada na noite desta sexta-feira (3). Na nota, a Prefeitura confirma que a Secretaria Municipal da Saúde, por meio da Vigilância Sanitária está acompanhando o caso. A secretária municipal da Saúde, Daniela Dumke, reforça a importância de se manter os cuidados básicos, especialmente o uso de máscara e o distanciamento adequado, e de se completar o esquema vacinal.