Queda no preço do tabaco frustra produtores que ainda não entregaram produção

Os valores pagos no início da safra, que chegaram a superar e muito o estabelecido nas tabelas, teriam sofrido queda significativa nas últimas semanas.

jun 8, 2022

Os produtores de tabaco que ainda não entregaram sua produção estão se queixando da queda nos preços praticados pelas empresas. Os valores pagos no início da safra, que chegaram a superar e muito o estabelecido nas tabelas, teriam sofrido queda significativa nas últimas semanas. Essa situação prejudica sobretudo os fumicultores das regiões Sul e Centro-Serra, que costumam finalizar a colheita mais tarde em relação ao Vale do Rio Pardo.

Conforme reportagem do Portal Gaz, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, disse que a entidade monitora a situação. Ele recorda as dificuldades enfrentadas durante a negociação com as empresas e que muitas delas compraram o tabaco com complemento de classificação e valores que chegaram aos R$ 300,00 por arroba. Essa queda, agora, segundo Silva, desagrada aos produtores e também a comissão de representação. Para ele, esse contexto onde alguns produtores ganham bem e outros ganham mal não é positivo para ninguém e prejudica a cadeia produtiva. Silva disse ainda que algumas empresas compraram tabaco de produtores integrados de outras firmas, prática que acabou prejudicando os próprios integrados.

A Afubra também está ciente do ocorrido. Conforme o tesoureiro da instituição, Marcílio Drescher, há informações de que o preço pago está em queda e algumas fumageiras até mesmo interromperam a compra, pois já supriram suas necessidades. Nesse caso, a orientação aos produtores é tentar negociar, tendo em vista que as empresas muitas vezes retomam a compra e adquirem também o excedente dos agricultores que plantaram além da estimativa. Em relação à queda no valor, Drescher ressalta que não havia como prever essa situação e ela não é comum. Ainda assim, são questões mercadológicas e por isso é importante ter calma para buscar uma solução.

Na Região Sul do Estado, conforme os dados da Afubra, cerca de 50% do tabaco plantado ainda não foi entregue. No Centro Serra, cerca de 20% da produção de fumo ainda não foi comercializada, conforme a entidade.