Prefeitos voltam cogitar instalação de uma Usina Regional para Reciclagem de Lixo

O presidente do Consórcio Vale do Jacuí lembrou que é necessário encontrar uma área para a futura Usina, e descartou a utilização do terreno de Linha Rocinha/Arroio do Tigre

maio 20, 2021

Os prefeitos de Arroio do Tigre, Marciano Ravanello – atual presidente do Consórcio Intermunicipal Vale do Jacuí; Armando Mayerhofer, de Sobradinho; Valmor Mattana, de Ibarama, e Paulo Reuter, de Tunas, juntamente com o secretário executivo do consórcio, Altemar Rech e a engenheira ambiental da entidade, Micheli Beatriz Lenz, visitaram as instalações do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos (CIGRES), localizadas em Seberi, as margens da BR 386.

O objetivo da viagem foi conhecer experiências para implantar um sistema semelhante na região do Consórcio Vale do Jacuí, o que já foi objeto de apresentação de estudos preliminares de viabilidade do projeto, na assembleia realizada no último dia 13 de abril. De acordo com o presidente do Consórcio, Marciano Ravanello, o empreendimento é mantido pelo Consórcio Intermunicipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, com sede em Seberí, e a intenção é construir uma estrutura compatível com a região do Consórcio, mas com uma gestão espelhada no modelo do CIGRES.

A comitiva do Consórcio Vale do Jacuí foi recebida pelo prefeito de Novo Tiradentes, Luiz Carlos Benedette, atual presidente do CIGRES, e pelo vice-presidente e prefeito de Seberi, Adilson Balestrin, além de outros prefeitos que integram aquele consórcio bem como pela equipe técnica. Falando ao programa Enfoque da Rádio Sobradinho, Marciano Ravanello disse que ideia de implantar uma Usina Regional de Reciclagem de Lixo no Centro Serra precisa passar ainda por um estudo de viabilidade, mas adiantou que “considerando os gastos elevados que as prefeituras em atualmente com o transporte do lixo para outra região, o projeto é muito importante”. O presidente do Consórcio Vale do Jacuí lembrou que é necessário encontrar uma área para a futura Usina, e descartou a utilização do terreno de Linha Rocinha/Arroio do Tigre, que no passado foi destinado para esta finalidade.

Marciano Ravanello disse também que esta área pertence a apenas cinco municípios, e que, segundo ele, ainda possui pendências judiciais. No final da década de 1990 a tentativa de construir uma Usina Regional de Reciclagem de Lixo, em Linha Rocinha, foi frustrada, depois da posição contrária de moradores da localidade e de uma ação movida pelo Ministério Público de Arroio do Tigre, que resultou no embargo da obra. Até hoje podem ser vistas as estruturas metálicas de um pavilhão que chegou a ser erguido no local.