A expectativa é de que o novo valor do preço mínimo seja definido nesta semana, com reuniões marcadas para esta segunda (19) e terça-feira (20). Os encontros ocorrem no âmbito das Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) e reúnem representantes dos produtores de tabaco e das empresas fumageiras. Conforme informações da Afubra, o cronograma sofreu atraso em razão da finalização do levantamento dos custos de produção, com destaque para as despesas com mão de obra, além do trabalho de atendimento aos produtores atingidos por episódios de granizo.
A entidade esclarece ainda que eventuais comercializações realizadas antes da definição oficial do preço terão os valores corrigidos posteriormente, de acordo com o índice que vier a ser acordado entre as partes. A Afubra também aponta que fatores climáticos localizados e a dificuldade na contratação de mão de obra vêm impactando diretamente a produtividade e elevando os custos da atual safra. Em entrevista ao Programa Enfoque da Rádio Sobradinho, o presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, disse ter boas expectativas para as rodadas de negociação desta semana.
O dirigente disse que as entidades que defendem os fumicultores farão pressão para manter o produto valorizado. Segundo ele, os custos de produção variam muito de região e por empresa e podem ir de 4% a 10%. A representação dos fumicultores nas negociações é feita de forma conjunta pela Afubra, pelas Federações da Agricultura do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (Farsul, Faesc e Faep), além das Federações dos Trabalhadores Rurais dos três estados (Fetag, Fetaesc e Fetaep), que atuam unidas na defesa dos interesses do setor produtivo do tabaco.









