Polícia investiga sequência de acidentes que acabou com uma morte em Salto do Jacuí

O comandante regional da Brigada Militar coronel Marcelo Carpes, afirma que, após a colisão, não houve perseguição da Brigada a Ottoni, como chegou a ser divulgado num primeiro momento. O oficial assegura que a única viatura disponível estava envolvida no registro do primeiro acidente, ouvindo a vereadora Cleres, quando os policiais foram informados por telefone do segundo acidente que resultou na morte de Ottoni

Foto: Reprodução

A Polícia investiga dois acidentes ocorridos em Salto do Jacuí, na tarde de terça-feira ,13. O caso envolve a morte do empresário e produtor rural Luiz Carlos Ottoni, de 46 anos. Ele morreu após colidir sua caminhoneta Hilux num barranco, após ter passado pela ponte da Barragem Maia Filho, em direção a Cruz Alta. Antes de tomar essa direção, Ottoni atingiu a traseira de um Corolla na Avenida Pio XII, conduzido pela vereadora Cleres Revelante, do PT, e apoiadora da candidatura do ex-presidente Lula. Nas redes sociais, foi levantada a suspeita de que a colisão teria ocorrido de forma proposital com motivação política. As postagens relacionam o empresário como simpatizante da candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Cleres, que é vereadora em segundo mandato — o primeiro foi pelo PDT — confirma que ela e Ottoni tinham desavenças há algum tempo. A política fala que o pecuarista mandava a ela mensagens privadas com piadas e provocações envolvendo Lula, assim como postagens nas redes sociais.  Na tarde desta quarta-feira, 14, a vereadora prestou depoimento na delegacia da cidade e afirmou que entregará à Polícia Civil prints de conversas em redes sociais com mensagens que teriam sido enviadas a ela pelo produtor. Nas redes sociais, um irmão de Luiz Carlos – publicou um áudio no qual diz que o acidente ocorreu de fato, porém, nega que haja motivações políticas, ressaltando que a caminhoneta do empresário não possui nenhum adesivo que o identifique como Bolsonarista.

O comandante regional da Brigada Militar coronel Marcelo Carpes, afirma que, após a colisão, não houve perseguição da Brigada a Ottoni, como chegou a ser divulgado num primeiro momento. O oficial assegura que a única viatura disponível estava envolvida no registro do primeiro acidente, ouvindo a vereadora Cleres, quando os policiais foram informados por telefone do segundo acidente que resultou na morte de Ottoni.

Já a delegada regional Diná Aroldi trata o caso como duas situações distintas: uma colisão no centro da cidade, durante a tarde, e a morte do mesmo indivíduo em outro acidente, no interior do município. Conforme ela, “não há nada que ligue um fato a outro, salientando que irá averiguar todos os fatos, mas, por ora, não há informações sobre questões políticas”.

 

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