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Economista projeto melhora no preço da soja safra 2023/2024

O economista da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), Antônio da Luz, falou sobre as projeções para a safra de soja 2023/2024.

Foto: Divulgação

O economista da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), Antônio da Luz, falou sobre as projeções para a safra de soja 2023/2024. Em entrevista ao programa Enfoque, Luz disse que o Brasil não se preocupou com a logística para escoação da safra ao longo dos últimos anos. Isso, conforme o economista, prejudica o produtor que vê seu custo aumentar de forma significativa. Na visão do economista, é preciso que os governantes coloquem em prática, a médio e longo prazo, alternativas para escoação da safra de grãos, como rodovias, ferrovias e hidrovias.

Segundo ele, da forma como está a questão logística, o Brasil não merece os produtores que tem, pois os investimentos por parte deles estão ocorrendo, mas em contrapartida não há capacidade de melhorias pelos órgãos públicos para escoação da safra. Uma alternativa, segundo Luz, seria incentivar a iniciativa privada a fazer tais investimentos. Com relação ao preço, Antônio da Luz estima que o valor pago pela saca de soja deve se elevar a partir do segundo semestre. Estimativas colocam a possibilidade de que a cotação deve chegar aos R$ 130,00 por saca. Ele recomendou que os sojicultores esperem para entregar sua safra, se assim for possível. No entanto, deve haver mais um período de queda antes da elevação dos preços.

O economista destacou ainda que a FARSUL orientou aos seus associados para que travassem o preço ainda no ano passado, quando a cotação estava melhor. No entanto, muitos citaram a incerteza da colheita devido ao clima. Segundo ele, a venda antecipada deve corresponder a apenas 12% da atual safra no Rio Grande do Sul, enquanto que a média nacional é de 30%. A Projeção é de que a colheita da oleaginosa seja de 22,2 milhões de toneladas no período 2023/2024, maior resultado da série iniciada nos anos 1970. Representa recuperação de 71,5% sobre ciclo anterior, afetado pela falta de chuva. Somando-se a milho e a arroz, a previsão é de chegar a 35 milhões de toneladas na colheita de verão, alta de 44,5% em relação à última temporada.

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