Delegada, diretor e presidente do CPM falam sobre suposta ameaça de ataque à Escola Copetti

Investigação vai apurar se de fato o adolescente teve acesso às armas e não descarta a responsabilização de quem permitiu isso

nov 4, 2021

Foto: Jorge Foletto/Rádio Sobradinho AM

A revelação de que um estudante supostamente estaria planejando um ataque a uma escola da cidade causou perplexidade no final da tarde desta quarta-feira (03), em Sobradinho. A informação partiu da Delegacia de Polícia de Sobradinho que fez buscas, na tarde de ontem, na casa dos pais do adolescente, que são separados. Lá foram aprendidas duas armas, munição, celulares, computadores, anotações e drogas.

O jovem é aluno do ensino médio da Escola Estadual Padre Benjamin Copetti. Em entrevista ao programa Enfoque da Rádio Sobradinho AM, a delegada Graciela Foresti Chagas disse, nesta quinta-feira (04), que iniciou as investigações após tomar conhecimento da suspeita por meio da Vara da Infância e Juventude de Sobradinho. Ela revelou que entre os indícios está um vídeo em que o adolescente aparece municiando o carregador de uma arma. Na gravação, segundo a delegada, é possível ouvir a voz de uma pessoa que seria a responsável por ele, mostrando-se ciente de que o rapaz tem acesso à munição.

Isso, segundo Graciela Foresti Chagas, pode configurar o crime de omissão de cautela por permitir acesso à arma por menor de 18 anos. Ainda de acordo com a delegada, as drogas encontradas seriam do irmão do adolescente. As armas, segundo Graciela Foresti Chagas, são dos pais do menor e estão registradas. Na entrevista, a delegada criticou a direção da Escola que, no entender dela, foi omissa.

Também em entrevista à Rádio Sobradinho, o diretor do educandário disse que não tinha conhecimento deste vídeo, e que o aluno não havia feito ameaças à escola. Alécio Marion afirmou que chegou ao seu conhecimento apenas uma mensagem de colegas do adolescente preocupados com o planejamento de um suposto ataque, e com o comportamento do aluno. Conforme o diretor, a mãe do estudante foi chamada, e em conjunto foi decido que ele passaria a assistir as aulas de forma remota. Ainda segundo Marion, em determinada ocasião o aluno chegou a levar um canivete para a escola, que foi retirado dele pelo policial da Patrulha Escolar.

Alécio Marion disse que, no entender da direção, a situação estava sob controle da escola. Já o presidente do CPM, João Antônio Cides, disse que a polícia fez o correto ao investigar o caso e que a escola fez o que estava ao seu alcance com as informações que possuía até então. Ele fez um apelo para que os pais estejam mais atentos e presentes na vida de seus filhos. Sobre possíveis responsabilizações, a delegada Graciela Foresti Chagas afirmou que o estudante não pode ser indiciado apenas por supostas ameaças, sem a consumação de um fato.

Conforme ela, a investigação vai apurar se de fato o adolescente teve acesso às armas e não descarta a responsabilização de quem permitiu isso. O diretor Alécio Marion acrescentou que a Escola vai promover reuniões para analisar a situação e uma das medidas de segurança que serão adotadas, segundo ele, é manter a porta principal da escola sempre trancada.