Câmara Setorial do Tabaco no RS esteve reunida de forma on-line

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner, apresentou uma avaliação prévia da safra brasileira de tabaco 2021/2022.

maio 5, 2022

Foto: Divulgação/Afubra

A Câmara Setorial do Tabaco do Rio Grande do Sul promoveu na tarde desta quarta-feira (04), de forma on-line, a sua primeira reunião do ano. Ao iniciar, o coordenador Romeu Schneider deu as boas-vindas, e deu seguimento a pauta da reunião. O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner, apresentou uma avaliação prévia da safra brasileira de tabaco 2021/2022. As pesquisas parciais de comercialização, realizadas pela equipe técnica e de campo da Afubra junto aos fumicultores dos três Estados do Sul, apontam uma variação de 43% de aumento no preço pago no Virgínia (R$ 10,54 para R$ 15,09) e 35% no Burley (R$ 10,02 para R$ 13,48), em comparativo à safra 2020/2021. Já a comercialização, na média dos três Estados do Sul do Brasil, está em 73% na variedade Virgínia, 93% no Burley e 92% no Comum (dados até 23 de abril).

Werner também apresentou a participação do tabaco na renda das propriedades rurais. Segundo ele, “na safra 2004/2005, a participação do tabaco na receita total da propriedade foi de 68%, seguida por 18% da produção animal e 14% da vegetal; já na safra 2020/2021 a participação do tabaco foi de 43%, seguida por 38% da animal e 19% da produção vegetal. Esses números nos mostram que o fumicultor gaúcho vem, cada vez mais, investindo em outras culturas, garantindo mais fontes de rendas”. Com relação aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), o dirigente disse que “a Afubra defende os produtos aquecidos que usam tabaco, pois os que utilizam nicotina líquida não se sabe o quanto se usa de tabaco”. Werner destaca que no Brasil não existe autorização para comercialização, mas já tem crescimento de uso, principalmente, nos 70 países onde sua comercialização é permitida. O coordenador da Câmara, Romeu Schneider falou sobre a Tomada Pública de Subsídios nº 06, de 11 de abril de 2022, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que vem recebendo informações técnicas sobre os cigarros eletrônicos.

Os Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs) são proibidos no Brasil pela Resolução da Diretoria Colegiada 46/2009. Em 2019, a Anvisa iniciou um processo regulatório para a discussão e atualização de informações técnicas e científicas sobre o tema. Conforme ele, “é extremamente importante a análise deste assunto, pois o prazo da Tomada Pública é 11 de maio”. Schneider destaca que “a Câmara Nacional já enviou uma solicitação para a prorrogação desse prazo, em 90 dias, para se ter tempo de analisar as cerca de 2000 páginas do material disponibilizado pela Anvisa”. A definição dos membros participantes da reunião é de que a Câmara Setorial do Tabaco gaúcha irá encaminhar à Anvisa, um documento solicitando a prorrogação do prazo, para a apuração de informações sobre os Dispositivos Eletrônicos para Fumar. Representando a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), João Paulo Lipp, levantou a questão da irrigação no tabaco, que, segundo apuração do IBGE, apresentada em reunião estadual em abril, chega a 2.446 hectares irrigados.

Ele lembrou que o Estado passou, novamente, por uma estiagem e é necessário fazer uma reflexão para criar uma campanha de incentivo à irrigação das lavouras de tabaco, em parceria dos órgãos públicos, instituições e empresas. João Paulo Lipp, ressaltou que a Secretaria encaminhou um programa de subvenção de até 15 mil reais, que inclui, inclusive, financiamento com integradoras. Ele sugeriu ainda a realização de dias de campo sobre o tema.