As obras de melhorias na Escola Estadual Catarina Bridi estão atrasadas e podem inviabilizar o retorno seguro dos alunos às atividades letivas. A informação foi revelada por mães de alunos no Programa Enfoque desta terça-feira (03). Conforme Catiele Mattana e Maristela Da Cas, presidente da Associação do Círculo de Pais e Mestres da Catarina Bridi, a obra evolui muito pouco no período de recesso escolar. Segundo elas, pelo menos cinco salas de aulas estão sem condições de uso e outras três ainda passam por reformas, como colocação de forro, pintura e lajotas. Ainda segundo as mães, a empresa não teria materiais suficientes para tocar as obras. Elas evidenciaram a preocupação com os alunos que voltarão à escola no dia 18 de fevereiro e encontrarão um verdadeiro canteiro de obras.
Conforme as mães dos alunos, a escola já estaria buscando alternativas para realocar as turmas. Neste ano, a Escola Catarina Bridi passa a contar com ensino integral e curso técnico. No entanto, as obras devem atrapalhar o andamento do ano letivo. De acordo com a diretora da escola, Patrícia Olivier Bernardi, a direção estava em tratativas para locação do salão paroquial da Paróquia São Paulo Apóstolo de Ibarama, mas devido à falta de acessibilidade, climatização e o curto período em que seria utilizado, não foi possível a utilização do espaço. Conforme a diretora, a escola já projeta um sistema de ensino híbrido, intercalando turmas todas as semanas com ensino presencial e remoto. A empresa vencedora da licitação é de Pernambuco.
Falando à reportagem das rádios Sobradinho e Jacuí, o engenheiro civil responsável pela obra, Giovanni Almeida, disse que a empresa tem ciência do atraso e que a obra está paralisada, mas não abandonada. Segundo ele, o principal motivo do atraso é a falta de mão de obra. Ele relatou que pelo menos cinco equipes diferentes já estiveram envolvidas nas atividades. Segundo ele, a empresa só contrata profissionais que estão dispostos a assinar a carteira e que muitos não aceitam o trabalho por este motivo. Ele contestou a informação de que a empresa não teria materiais para a obra, informando que há estoque de fios e telhas na escola que ultrapassam os R$ 80 mil reais.
O engenheiro ainda informou que a empresa Potenza tem boas referências em obras por todo o Brasil e que está contratando mão de obra local para dar andamento à obra. Para agilizar o trabalho, o engenheiro disse que a empresa deve terceirizar parte das melhorias com empresas locais. Segundo ele, pelos menos quatro das nove salas de aula em reforma devem estar em condições de uso até o início do ano letivo. A reportagem também contatou a Secretaria Estadual da Educação e a Secretaria de Obras Públicas para avaliar a situação, mas não obteve respostas até o fechamento deste noticiário.














