A Associação dos Municípios do Centro-Serra (AMCSERRA) atua em duas pautas consideradas prioritárias para a região: o reforço do efetivo da Brigada Militar e a busca por uma alternativa mais próxima para a realização de partos. Os assuntos foram abordados pelo presidente da entidade e prefeito de Lagoa Bonita do Sul, Luizinho Fagundes, em entrevista à Rádio Sobradinho.
Na área da segurança pública, os prefeitos solicitaram ao Governo do Estado a reposição de policiais militares nos municípios da região. Em reunião na Secretaria Estadual da Segurança Pública, a comitiva apresentou a preocupação com o número reduzido de profissionais nos quartéis.
Segundo Fagundes, algumas unidades contam com apenas três policiais militares, e os afastamentos podem reduzir ainda mais o efetivo disponível para o atendimento das ocorrências. A expectativa é de que novos soldados, após a conclusão da formação, sejam destinados aos municípios com maior carência de pessoal.
Custo inviabiliza realização de partos em Arroio do Tigre
Outra pauta regional é a realização de partos, atualmente referenciados para Candelária. A distância percorrida pelas gestantes é uma das principais reclamações da população, que defende a retomada desse atendimento no Centro-Serra.
Conforme o presidente da AMCSERRA, os prefeitos negociaram a possibilidade de transferir o serviço para o Hospital Santa Rosa de Lima, em Arroio do Tigre. No entanto, a proposta apresentada exigia uma estrutura de atendimento médico em regime de plantão 24 horas, conforme condição estabelecida pela Secretaria Estadual da Saúde.
O custo previsto para manter o serviço em Arroio do Tigre chegou a aproximadamente R$ 828 mil mensais. Atualmente, os municípios pagam cerca de R$ 151,8 mil por mês pelo atendimento em Candelária.
A diferença entre os valores inviabilizou a mudança. Além disso, a participação financeira do Estado e do Sistema Único de Saúde (SUS) na proposta não estava integralmente definida.
Diante dos valores apresentados, os prefeitos comunicaram formalmente ao Governo do Estado que não teriam condições financeiras de aderir à proposta. Fagundes ressaltou que a decisão não representa uma rejeição ao atendimento em Arroio do Tigre, mas uma impossibilidade de assumir os custos previstos.
Região registra até 30 partos por mês
Segundo o presidente da associação, a região registra entre 20 e 30 partos por mês. Apesar da preocupação com o deslocamento das gestantes até Candelária, os municípios não identificaram problemas relacionados à qualidade do atendimento prestado no hospital.
A AMCSERRA mantém a intenção de ampliar a oferta de serviços de saúde no próprio Centro-Serra e reduzir a necessidade de deslocamentos para outros municípios. No entanto, até o momento, não há uma nova proposta confirmada para viabilizar a realização de partos na região.








