A vereadora Cátia Taís Dalmolin, do Progressistas, afirmou que pretende manter a forma de atuação no Legislativo de Sobradinho mesmo após a Comissão de Ética da Câmara propor a aplicação de censura verbal em razão de uma fiscalização realizada por ela no Hospital São João Evangelista. A decisão foi tomada após a análise de uma representação encaminhada à Câmara pela Mesa Diretora, relacionada a fatos ocorridos durante a ida da vereadora à unidade hospitalar.
Conforme a apuração da Comissão de Ética, a conduta foi considerada uma infração de natureza leve. As acusações mais graves apresentadas no processo não foram comprovadas. Em entrevista à Rádio Sobradinho, Cátia afirmou que não foi ao hospital para realizar uma visita, mas porque teria sido chamada por um paciente que aguardava atendimento e estava sentindo dores. Ela justificou a presença no local também pela função fiscalizadora do vereador, considerando que o hospital está sob intervenção municipal e recebe recursos públicos do município.
Segundo o advogado Rogério Barbieri Carniel, que representa a vereadora, acusações como coação de funcionários, injúria de cunho discriminatório, acesso a prontuários de pacientes e ingresso em quarto de isolamento não foram comprovadas durante a instrução do processo. A defesa, conforme o advogado, sustentou que o caso deveria ser arquivado por insuficiência de provas. A Comissão, entretanto, entendeu que houve extrapolação dos limites da autorização de ingresso na unidade ao procurar o médico e propôs a aplicação da penalidade mais branda prevista: a censura verbal. Carniel explicou que a censura verbal funciona, na prática, como uma advertência.
Caso a decisão seja mantida, a advertência deverá ser realizada em sessão da Câmara, pela presidência da Casa. A defesa ainda avalia se apresentará recurso ao plenário. O prazo para essa decisão termina nesta semana. Para Cátia, a decisão não deverá modificar sua postura no Legislativo. Ela afirmou que continuará exercendo a fiscalização e se definiu como uma vereadora “combativa”.
A parlamentar também disse não ter interesse, neste momento, em disputar outro cargo político e que pretende concentrar-se no cumprimento do atual mandato. Durante a entrevista, a vereadora ainda criticou o custo do processo para a Câmara. Segundo ela, teriam sido gastos cerca de 30 mil reais com a contratação de profissionais para atuar na assessoria jurídica. Cátia também afirmou que decidiu tornar público o processo por entender que a população tem direito de saber o que ocorre dentro do Legislativo. Segundo ela, a transparência faz parte da forma como pretende exercer o mandato.







