A disputa entre duas facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas tem provocado aumento da violência na Quarta Colônia. Em 30 de julho, a 1ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro do RS anulou provas da Operação Quarta Colônia Livre e determinou o trancamento da ação contra 62 réus. O juiz André de Oliveira Pires também mandou soltar quase todos os presos e revogou tornozeleiras eletrônicas. O Ministério Público pode recorrer. Três investigados presos em flagrante tiveram os processos mantidos.
Segundo o delegado regional de Santa Maria, Sandro Meinerz, a decisão intensificou a disputa entre as facções, que já resultou em três homicídios, tentativas de assassinato e incêndios criminosos em Agudo, Faxinal do Soturno e Dona Francisca. O comandante do Comando Regional de Polícia Militar Central, coronel Cleberson Bastianello, informou que a Quarta Colônia registrou sete homicídios em 2026, sendo quatro em Agudo. A Brigada Militar intensificou as ações: em Agudo, as prisões por tráfico cresceram 260%, com 18 presos, enquanto as apreensões de armas aumentaram 225%, totalizando 13 armas.
Em Restinga Sêca, foram 14 prisões por tráfico, alta de 133%. Bastianello também destacou o déficit de efetivo de 50% a 60% enfrentado pela Brigada Militar, mas afirmou que tecnologia, câmeras e inteligência têm auxiliado no combate à criminalidade. Parte dos novos soldados em formação deverá ser destinada à região central, especialmente à Quarta Colônia. A violência também tem sido marcada por incêndios criminosos. Em Agudo, uma residência foi completamente destruída pelo fogo na noite de quarta-feira (26), sendo o terceiro caso em menos de um mês no município.
(Fonte – Jornal O Diário)







