Safra de tabaco sul-brasileira 2025/2026 fecha em 710.229 toneladas

A área cultivada foi de 308.932 hectares, com 135.972 famílias produtoras e produtividade média de 2.299 kg/ha.
Foto: Nicolas Borges

A safra de tabaco sul-brasileira 2025/2026 encerrou com 710.229 toneladas, somando a produção do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná nos tipos Virgínia, Burley e Comum. O resultado representa uma redução de 1,3% frente às 719.891 toneladas da safra anterior. O tabaco Virgínia respondeu por 639.471 toneladas, cerca de 90% da produção, enquanto o Burley somou 60.089 toneladas e o Comum, 10.669 toneladas.

Os dados foram divulgados nessa quarta-feira (26) pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). A área cultivada foi de 308.932 hectares, com 135.972 famílias produtoras e produtividade média de 2.299 kg/ha. Segundo o presidente da Afubra, Marcilio Laurindo Drescher, a safra teve comportamento diferente entre as regiões, com lavouras afetadas por frio, geadas, excesso de chuva, ventos, granizo e estiagem.

Entre os estados, o Rio Grande do Sul produziu 286.603 toneladas, queda de 5,5%; Santa Catarina registrou 223.643 toneladas, redução de 1,1%; e o Paraná foi o único a apresentar crescimento, com 199.983 toneladas, aumento de 5,1%. A comercialização foi marcada por dificuldades, especialmente em relação aos preços e critérios de classificação.

O preço médio caiu de R$ 20,25 para R$ 18,07 por quilo, enquanto a receita bruta dos produtores recuou 11,9%, de R$ 14,575 bilhões para R$ 12,835 bilhões. Para Drescher, a redução da produção foi pequena, mas a queda nos preços teve impacto direto na renda dos produtores. Para a safra 2026/2027, a Afubra recomenda cautela no planejamento, considerando custos, mão de obra, capacidade de cura, condições climáticas e comportamento do mercado. A estimativa inicial da próxima safra será finalizada pela entidade em novembro.

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