O ex-vice-prefeito, Moisés Kilian – o Foguinho, foi condenado, em primeira instância, a penas que somam 14 anos de privação de liberdade no processo decorrente da Operação Fogo Fátuo. A sentença fixou 10 anos de reclusão e 4 anos de detenção, além de 10 dias-multa, com regime inicial fechado. A condenação envolve os crimes de associação criminosa, fraude à licitação, corrupção passiva, peculato e posse irregular de arma de fogo.
Na decisão, o magistrado apontou que o então vice-prefeito e secretário de Obras exercia posição central na estrutura investigada e destacou sua atuação no direcionamento de contratações públicas. Segundo a sentença, o esquema teria ocorrido entre 2016 e 2018 e envolvido agentes públicos e particulares em práticas relacionadas a fraudes em licitações e outros crimes contra a administração pública, com a distribuição de cargas de areia a serem pagas ao próprio agente político.
Além do vice-prefeito, outras seis pessoas foram condenadas no mesmo processo, enquanto um dos acusados foi absolvido da imputação de associação criminosa. A Justiça também determinou o perdimento de bens e valores bloqueados. A decisão é de primeira instância e ainda pode ser objeto de recurso.







