O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Eugênio Zanetti, avaliou de forma positiva o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, anunciado na terça-feira (30), mas destacou como principal desafio o endividamento dos agricultores, que dificulta o acesso ao crédito. O novo plano destina R$ 85,2 bilhões à agricultura familiar, um aumento de 9% em relação à safra anterior.
Em entrevista ao Programa Enfoque, Zanetti destacou avanços nas taxas de juros, com redução para 2% no custeio de culturas como arroz, feijão, trigo, leite e citros, além da manutenção de 1% para produção orgânica e incentivos para jovens, mulheres, sustentabilidade e máquinas de pequeno porte.
Apesar dos avanços, ele alertou que muitos agricultores não poderão acessar os recursos devido às dívidas acumuladas após perdas climáticas, defendendo a necessidade de medidas de renegociação. Zanetti informou que acompanha as discussões em Brasília e aguarda possível anúncio do governo federal nos próximos dias, com base no Projeto de Lei 5.122. A Fetag-RS também defende uma política permanente de mitigação de riscos, destacando fragilidades no seguro agrícola e no Proagro.
O dirigente alertou ainda para a urgência nas decisões, diante do recesso parlamentar e do calendário eleitoral. Zanetti orienta que produtores com situação regular já procurem os bancos para acessar as novas linhas do Plano Safra, enquanto os endividados devem aguardar definição sobre renegociação. Ele também explicou que os recursos do programa não são apenas do governo federal, mas principalmente do sistema financeiro, com participação da União na equalização dos juros.









