A Justiça determinou a suspensão imediata das atividades de uma mulher que se passava por psicóloga em Salto do Jacuí, na Região Central do Estado. A medida atende a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), por meio de ação cautelar ajuizada no dia 23 de março, com decisão proferida na última sexta-feira (27). De acordo com a investigação conduzida pela promotora de Justiça Marisaura Inês Raber Fior, a suspeita atuava de forma irregular em diferentes setores públicos e privados do município.
Ela realizava atendimentos, avaliações psicológicas e emitia relatórios sem possuir formação na área ou registro profissional válido. Ainda conforme apurado, a investigada utilizava indevidamente um número de registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP) pertencente a outra profissional, o que agrava a situação. Além de determinar a interrupção imediata das atividades, a Justiça proibiu o uso de títulos profissionais e de qualquer registro em conselhos de classe.
Também foi ordenada a remoção de conteúdos irregulares das redes sociais, bem como a proibição de contato com pacientes e instituições. A decisão ainda autorizou a realização de busca e apreensão de materiais relacionados à prática investigada. Os fatos podem configurar crimes como exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica, sendo as medidas adotadas para interromper as condutas e proteger a saúde da população.









