A Brigada Militar implantou, por meio da 2ª Companhia de Polícia Militar, a Patrulha Maria da Penha nos nove municípios da Região Centro-Serra sob sua responsabilidade, com sede em Sobradinho, em articulação com o Poder Judiciário. A iniciativa foi alinhada em reunião entre representantes da Brigada, do Judiciário e da equipe policial responsável pela execução do serviço, e também será estendida à Comarca de Arroio do Tigre. O encontro reuniu o Comandante Capitão PM Charles Moraes Sonnenstrahl Filho, do Juiz Titular da 2ª Vara Judicial e da Vara Adjunta da Violência Doméstica de Sobradinho, Dr. Ham Martins Regis, da Chefe do Cartório Ana Paula Scheuermann, das Policiais Militares 2º Sargento PM Denise Cassol e Soldado PM Bruna Silveira, e da servidora Camila Teixeira Machado.
A Patrulha realizará visitas periódicas às vítimas de violência doméstica para fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas, identificar riscos de reincidência e acompanhar situações sensíveis, assegurando que as decisões judiciais resultem em proteção efetiva e resposta rápida a possíveis agravamentos. A implantação atende a uma demanda crescente na região: somente na Comarca de Sobradinho, que abrange seis dos nove municípios atendidos, foram deferidas 190 medidas protetivas em 2025 e já houve 22 novos registros nos primeiros dias de 2026.
A ação consolida a Patrulha Maria da Penha como política pública estruturante, baseada na integração entre Brigada Militar, Judiciário e rede de proteção social, contribuindo para reduzir a violência e fortalecer a segurança das mulheres em situação de vulnerabilidade. Em entrevista ao programa Enfoque desta quarta-feira (11), o capitão Charles Sonnenstrahl Filho, o juiz Ham Martins Regis, e a chefe do Cartório da 2ª Vara Judicial, Ana Paula Scheuermann, explicaram como o trabalho será desenvolvido.
De acordo com eles, a patrulha vai consistir em visitas periódicas de uma dupla de PMs às vítimas de violência que vão avaliar se as medidas determinadas pelo judiciário estão sendo cumpridas. Isso se dará a partir do momento em que o judiciário notificar a BM sobre uma nova medida protetiva expedida. A periodicidade dessas visitas vai depender de cada situação. De acordo com eles, com isso será possível inclusive monitorar uma possível presença do agressor nas imediações da casa da vítima e, em caso de descumprimento de alguma determinação judicial, ele poderá ser preso em flagrante. Dos dois policiais que farão as visitas, um necessariamente terá que ter curso específico ou um deles deverá ser do sexo feminino.









