Nova rodada de negociações busca reajuste no preço mínimo do tabaco para 2025/2026

A expectativa é de que as empresas apresentem propostas consistentes, que considerem esse levantamento e contribuam para a sustentabilidade do sistema produtivo.
Foto - Jorn. Luciana Jost Radtke

A comissão representativa dos produtores retoma nesta segunda-feira (09) as negociações sobre o preço mínimo de referência do tabaco para a safra 2025/2026. A nova rodada ocorre na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul, com reuniões individuais entre as entidades e as empresas, dando continuidade às tratativas iniciadas em janeiro. Integram a comissão a Afubra e as Federações da Agricultura (Farsul e Faesc) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

O grupo espera propostas superiores às apresentadas anteriormente, alinhadas à variação do custo de produção, calculado em conjunto pelas entidades e pelas empresas, em conformidade com a Lei nº 13.288/2016 (Lei da Integração) e com o objetivo de valorizar o produtor e o Sistema Integrado de Produção. Segundo a Afubra, o custo de produção da safra atual registrou aumento entre 6% e 12%, conforme a empresa, influenciado principalmente pela alta no preço da lenha, pela escassez de mão de obra e pelo pacote tecnológico.

A expectativa é de que as empresas apresentem propostas consistentes, que considerem esse levantamento e contribuam para a sustentabilidade do sistema produtivo. Nas primeiras reuniões, realizadas em 19 e 20 de janeiro, seis empresas participaram das negociações, mas não houve avanço na definição das tabelas mínimas, pois as propostas ficaram abaixo do índice de variação do custo de produção, considerado referência.

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