A colheita da safra de tabaco 2025/2026 já supera a marca de 50% neste início de janeiro, enquanto a comercialização começa a se intensificar de forma gradual nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, informa que a definição do reajuste das tabelas de preço mínimo está prevista para ocorrer nos dias 19 e 20 de janeiro, em reuniões individuais por empresa, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração).
De acordo com Drescher, o calendário de negociações foi transferido para a segunda quinzena do mês em razão de um atraso atípico na conclusão do levantamento dos custos de produção, especialmente no que se refere à mão de obra. Ele explica que as equipes técnicas priorizaram o atendimento a associados que tiveram lavouras afetadas por episódios de granizo, o que acabou postergando a finalização do estudo. Com os dados agora consolidados e conciliados por empresa, a comissão representativa dos fumicultores passa a se reunir com as fumageiras para tratar da definição dos preços.
O dirigente ressalta que os produtores que optarem por comercializar o tabaco antes do fechamento do preço médio da safra não sofrerão perdas, já que eventuais diferenças serão ajustadas posteriormente, conforme o índice de correção acordado entre as entidades representativas e as empresas compradoras. A expectativa, segundo Drescher, é de um processo de negociação equilibrado, lembrando que a Lei da Integração prevê a recomposição anual do custo mínimo de produção, assegurando sustentabilidade e rentabilidade ao produtor.
Quanto à qualidade do produto, a Afubra aponta que houve impactos climáticos localizados, relacionados ao período de plantio, resultando em leve queda de produtividade e variações na qualidade do tabaco, conforme a região nos três estados. Outro desafio destacado é a falta de mão de obra no meio rural, especialmente durante a colheita, fator que eleva os custos de produção.
Drescher alerta que esse aumento, independentemente da forma de contratação, exige maior planejamento por parte do produtor, incluindo a avaliação da área cultivada e o uso da mão de obra familiar. A comissão representativa dos produtores de tabaco é composta pela Afubra, pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e pelas Federações dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.









