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Rural 17/12/2018 14:20
Por: Fabricio Ceolin

Laudo comprova prejuízo em videira de Sobradinho causado por herbicida

Em entrevista ao programa Enfoque da Rádio Sobradinho, o chefe do escritório municipal da Emater, Adriano Dreher, disse que o problema já é conhecido no Centro Serra há vários anos, mas que agora ganha mais destaque porque houve a

 O prejuízo causado pelo herbicida 2,4-D em parreirais e outros pomares voltou a discussão em todo o estado. O motivo é a comprovação da presença do princípio ativo do defensivo em dezenas de propriedades no Rio Grande do Sul. O 2,4 -D é utilizado principalmente na lavoura de soja para combater a buva, inço resistente ao glifosato. Seus resíduos são levados pelo vento até lavouras vizinhas, a chamada deriva, e atingem outras culturas sensíveis ao produto.

De 53 amostras analisadas pela Secretaria da Agricultura em 18 municípios, 52 tiveram laudos positivos, atingindo 47 propriedades. Sobradinho está entre os municípios onde houve confirmação da presença do residual em videiras. A informação foi divulgada neste fim de semana em ampla reportagem do jornal Zero Hora. Os resultados das análises serão encaminhados ao Ministério Público, que está com inquérito civil aberto desde 2015. A promotora Anelise Grehs, coordenadora do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais, pretende concluir a apuração em janeiro. As possibilidades cogitadas são suspensão do uso deste agrotóxico, criação de zonas de exclusão de aplicação ou acordo para substituir o herbicida por alternativos. As perdas são relatadas em várias regiões do estado em videiras e plantações de oliveira e de maçãs, e especialmente na campanha onde são cultivados mil e 600 hectares de uvas viníferas de grandes vinícolas.

Em entrevista ao programa Enfoque da Rádio Sobradinho, o chefe do escritório municipal da Emater, Adriano Dreher, disse que o problema já é conhecido no Centro Serra há vários anos, mas que agora ganha mais destaque porque houve a comprovação em regiões de grandes produtores de uva. Dreher preferiu não revelar a propriedade em que o laudo confirmou a contaminação, acrescentando que os técnicos da Emater conhecem vários casos na região.

Já o extensionista da Emater Rotiere Guariente afirmou que uma das maneiras de reduzir os prejuízos é antecipar a aplicação para os meses de inverno, quando a videira ainda não está na fase de floração. Os dois também garantem que se os produtores de soja seguirem corretamente as orientações de uso, respeitando a velocidade do vento indicada e fazendo a regulagem do pulverizador, os efeitos serão drasticamente reduzidos. Eles entendem que é necessário um esforço de todos produtores para que façam cursos de regulagem do equipamento e se colocaram à disposição para orientar os agricultores.