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Saúde 20/02/2021 13:00
Por: Redação

AMCSERRA não vai apresentar recurso a bandeira vermelha no distanciamento controlado

Devido a atual situação do Estado e a capacidade de atendimento em nível crítico, os prefeitos da AMCSERRA decidiram não apresentar recurso e vão seguir as regras previstas na bandeira vermelha.

O Rio Grande do Sul atingiu um patamar de avanço em todos os indicadores monitorados pelo modelo de Distanciamento Controlado ainda não visto desde o início da pandemia de coronavírus. O mapa preliminar da 42ª rodada, divulgado nesta sexta-feira (19), trouxe 11 regiões em bandeira preta, que significa nível altíssimo, o mais crítico no que diz respeito à velocidade de transmissão da doença e capacidade hospitalar. As regiões de Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Taquara foram classificadas em bandeira preta. As outras dez regiões Covid estão em bandeira vermelha, entre elas, a região Covid 27 com sede em Cachoeira do Sul, e que abrange também Sobradinho; Arroio do Tigre; Caçapava do Sul; Cerro Branco; Encruzilhada do Sul; Estrela Velha; Ibarama; Lagoa Bonita do Sul; Novo Cabrais; Passa Sete e Segredo. Devido a atual situação do Estado e a capacidade de atendimento em nível crítico, os prefeitos da AMCSERRA – Associação dos municípios do Centro Serra – decidiram não apresentar recurso e vão seguir as regras previstas na bandeira vermelha.

A região 28 – com sede em Santa Cruz está na Bandeira Preta. Além de Santa Cruz, a regrão abrange ainda os municípios de Candelária Gramado Xavier; Herveiras; Mato Leitão; Pantano Grande; Passo do Sobrado; Rio Pardo; Sinimbu; Vale do Sol; Vale Verde; Venâncio Aires e Vera Cruz. A intenção da bandeira preta do modelo de Distanciamento Controlado é instituir o alerta máximo e reforçar a necessidade de cumprimento dos protocolos e das regras sanitárias. Não é o mesmo que decretar lockdown, medida mais extrema que foi adotada em alguns Estados e em outros países. No entanto, diante da gravidade da situação, o governo do Estado decretou a suspensão geral das atividades entre as 22h e as 5h, de 20 de fevereiro a 1º de março. Os municípios que se encontram em regiões de bandeira preta e que se encaixam na Regra 0-0, ou seja, sem registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local, poderão adotar protocolos de bandeira vermelha.

As regiões em bandeira preta também podem aderir ao sistema de cogestão regional, no qual as associações regionais podem adotar protocolos próprios, desde que não menos rígidos do que os da cor precedente. Nesse caso, as regiões classificadas em bandeira preta podem adotar regras até as de nível de vermelha. Para isso, basta que enviem protocolos próprios adaptados à Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios (Saam). Na segunda-feira (22), o governo do Estado se reunirá com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) para avaliar a adoção da cogestão regional, que permite que as regiões possam adotar protocolos próprios compatíveis até o nível de restrição da bandeira vermelha, desde que previstos nos planos. O prazo para apresentação de recursos encerra neste domingo (21) às 6 horas. Encerrado o prazo no domingo, será publicada informação pelo governo do Estado o número de recursos recebidos. Os pedidos serão analisados pelo Gabinete de Crise, e o mapa definitivo, será divulgado às 16h30 de segunda-feira (22). As novas bandeiras entram em vigor na próxima terça-feira (23) e valem até o dia 1º de março.