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Política 11/04/2019 14:50
Por: Redação

Luiz Fernando Mainardi apresenta balanço dos 100 dias do Governo Leite

Mainardi afirmou que os poucos projetos encaminhados pelo governador à Assembleia Legislativa não enfrentam a crise das finanças públicas e nem buscam a retomada do crescimento do Rio Grande do Sul, como era esperado.

O deputado Luiz Fernando Mainardi (PT), natural de Serrinha Velha, apresentou no período do Grande Expediente da sessão plenária desta quarta-feira (10), na Assembleia, um balanço dos 100 dias do governo Eduardo Leite, a partir das medidas adotadas e, especialmente, das omissões que marcaram o começo da nova gestão do Estado. Mainardi afirmou que os poucos projetos encaminhados pelo governador à Assembleia Legislativa não enfrentam a crise das finanças públicas e nem buscam a retomada do crescimento do Rio Grande do Sul, como era esperado.

Para o deputado, as poucas proposições revelam, na verdade, a continuidade da agenda do governo passado, sem agregar qualquer inovação. Mostra disso, na avaliação do petista, é a retomada da Proposta de Emenda Constitucional do governo Sartori que revoga a exigência de plebiscito para a privatização de estatais gaúchas. "Isso é grave, pois contraria o que foi dito na campanha e que colocava a realização do plebiscito no horizonte de 2019",.. apontou Mainardi, que leu na tribuna trecho de nota do PSDB, lançada em 2018, em que a sigla sustentava que a consulta plebiscitária é "de todos os instrumentos da democracia o que melhor expressa a vontade popular". Segundo o líder do PT, a suspensão do plebiscito tem o propósito de evitar o debate com a população sobre os resultados das privatizações já realizadas no Rio Grande do Sul.

O parlamentar criticou também o projeto do Executivo que reajusta o Piso Regional em 3,4%, enquanto o Salário Mínimo Nacional teve uma recomposição 4,61%. Mainardi apontou ainda uma série de omissões do governo Leite, especialmente, no campo do desenvolvimento e na relação com o governo federal. Ele disse que o governador adotou uma postura subalterna e submissa em relação a medidas adotadas pelo governo federal, que prejudicam o Rio Grande do Sul. Citou a suspensão da tarifa antidumping sobre a importação de leite, que poderá tirar do mercado milhares de produtores gaúchos, e a prevalência do discurso ideológico do presidente Jair Bolsonaro sobre o interesse público, o que vem prejudicando as exportações brasileiras para países Árabes e para a China.

Ao lembrar que a bancada do PT adotou uma postura de colaboração ao votar pela manutenção das atuais alíquotas de ICMS, Mainardi revelou que o governo não cumpriu uma das principais contrapartidas pleiteadas pelos petistas para aprovar a matéria, que é o repasse em dia de recursos aos hospitais e às prefeituras já a partir de janeiro. Por fim, Mainardi disse que a solução para o Estado passa, necessariamente, pelo desenvolvimento do Rio Grande do Sul e está longe do corte de salários dos servidores, que vem sendo imposto desde a administração anterior.