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Rural 22/09/2020 11:53
Por: Redação

Redução de orçamento e funcionários na Emater pode gerar apagão na assistência a agricultores familiares, pequenos e médios produtores

Segundo o Diretor do SENGE-RS, Nelso Volcan Portelinha, o governo do Estado deveria ter feito novas contratações antes de propor o Desligamento Incentivado.

  • Foto: divulgação

A saída de cerca de 300 servidores da Emater através do Programa de Desligamento Incentivado (PDI), colocado em prática no início desse ano, e as repetidas reduções no orçamento do órgão promovidas pelo Governo do Estado têm preocupado o Sindicato dos Engenheiros. O SENGE-RS, que representa cerca de 500 engenheiros que atuam na instituição, teme que o trabalho realizado em benefício da agricultura do Rio Grande do Sul seja inviabilizado e ocorra um apagão na assistência técnica e extensão rural e social que beneficia a agricultura familiar, pequenos e médios produtores. Segundo o Diretor do SENGE-RS, Nelso Volcan Portelinha, o governo do Estado deveria ter feito novas contratações antes de propor o Desligamento Incentivado.

Falando ao programa ENFOQUE a Rádio Sobradinho AM, ele destacou que há muito tempo não é feito um concurso, e que as entidades do setor agrícola e da região devem pressionar o governo neste sentido. A Emater, que já teve em anos recentes cerca de 2.400 funcionários, hoje tem em torno de 1.800. Todavia, a carga de trabalho e a demanda pelo serviço só tem aumentado, o que torna, de acordo com o dirigente, muito difícil manter a qualidade no atendimento desejada pelas centenas de municípios que se valem do trabalho da Emater através de convênios. Portelinha lembrou que além dos engenheiros agrônomos, o quadro da Emater é formado também por engenheiros e técnicos agrícolas, bem como, por extensionistas, médicos veterinários e pessoal do setor administrativo.