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Geral 21/07/2020 18:20
Por: Fabricio Ceolin

MP protocola denúncia contra acusados pelas mortes de Mazonde Rodrigues e José Darício de Souza

De acordo com o Ministério Público, os delitos de homicídio qualificado possuem pena de 12 a 30 anos, enquanto o crime de furto qualificado possui pena de 2 a 8 anos.

  • Os assassinatos ocorreram  na localidade de Rincão Nossa Senhora Aparecida, interior de Segredo/RS.
  • Os assassinatos ocorreram  na localidade de Rincão Nossa Senhora Aparecida, interior de Segredo/RS.

O Ministério Público protocolou na tarde desta segunda-feira (20) denúncia contra Calinca Maria Lopes de Souza, Hulda Maria Lopes de Souza, João Ricardo Prestes e Derlí Lopes Gonçalves, pela prática do homicídio de José Darício de Souza e Mazonde Rodrigues de Nepomuceno, ocorrido no dia 26 de maio na localidade de Rincão Nossa Senhora Aparecida, interior de Segredo/RS. Calinca é filha de José Darício e Hulda é ex-mulher dele.  

Segundo a promotora de Justiça Amanda Giovanaz, as denunciadas teriam praticado os crimes de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, mediante promessa de recompensa e mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima. Mãe e filha teriam promovido e organizado os dois assassinatos, o que agravou o crime.  João Ricardo Prestes e Derlí Lopes Gonçalves foram denunciados também pelo delito de furto qualificado de objetos da residência da vítima José Darício.

De acordo com o Ministério Público, os delitos de homicídio qualificado possuem pena de 12 a 30 anos, enquanto o crime de furto qualificado possui pena de 2 a 8 anos. Em caso de condenação, as penas dos delitos imputados a Calinca e Hulda podem chegar de 24 a 60 anos, enquanto as penas de João Ricardo e Derli podem chegar de 26 a 68 anos.

Após o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário, os acusados serão citados para apresentar resposta à acusação e apresentar suas testemunhas que serão ouvidas durante a instrução do processo, juntamente com aquelas já arroladas pelo Ministério Público.  É o Judiciário que decide se o caso vai ou não a júri popular.