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Rural 28/05/2018 14:39
Por: Redação

SindiTabaco divulga resultados do Programa Milho, Feijão e Pastagens

O levantamento contabilizou os números da produção de grãos nas áreas produtoras de tabaco e as estimativas de renda para os produtores.

  • Iro Schünke. Foto: Junio Nunes
  • Programa MFP 2018 Estados. Dados: SindiTabaco

Para marcar a colheita da safrinha de grãos na resteva do tabaco, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) divulgou os resultados do Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco nas regiões produtoras do Sul do País. O levantamento contabilizou os números da produção de grãos nas áreas produtoras de tabaco e as estimativas de renda para os produtores.

Considerando as regiões produtoras de tabaco no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foram cultivados 110 mil 948 hectares de milho e 17 mil 377 hectares de feijão, com expectativa de rendimento de 414 milhões e 200 mil reais para o milho e 68 milhões e 300 mil reais para o feijão. Após a colheita, o produtor de tabaco cultiva também outros grãos, com destaque para a soja que renderá em torno de 67 milhões e 500 mil reais nos 18 mil 364 hectares plantados. Há ainda o cultivo significativo de pastagens para alimentação dos animais. O levantamento apontou que nos três estados sul-brasileiros, 40 mil 391 hectares foram utilizados para pastagem.

O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, destaca que “o setor do tabaco sempre apoiou a diversificação, desde que ofereça renda real aos produtores”. Segundo ele, uma pesquisa recente demonstrou que 79% dos produtores fazem algum tipo de rotação de culturas para reduzir a proliferação de pragas, doenças e ervas daninhas e que cerca de 50% garante renda com outros produtos além do tabaco, aumentando significativamente a sua renda.

O cultivo nas áreas onde foi colhido o tabaco reduz os custos de produção dos grãos, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes aplicados. Consequentemente, pode haver redução de custo na produção de proteína – carne, leite e ovos –, com a utilização do milho da safrinha no trato animal. Outros benefícios são a proteção do solo e a interrupção do ciclo de proliferação de pragas e ervas daninhas.