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Geral 22/07/2020 13:19
Por: Fabricio Ceolin

Ministério Público denuncia mãe e filha e mais dois pelo duplo homicídio no interior de Segredo

Promotora Amanda Giovanaz elogiou o trabalho da Polícia Civil, que segundo ela, reuniu provas contundentes para elucidar o crime.

O Ministério Público protocolou denúncia contra Calinca Maria Lopes de Souza, Hulda Maria Lopes de Souza, João Ricardo Prestes e Derlí Lopes Gonçalves, pela prática do homicídio de José Darício de Souza e Mazonde Rodrigues de Nepomuceno, ocorrido no dia 26 de maio na localidade de Rincão Nossa Senhora Aparecida, interior de Segredo/RS. Calinca é filha de José Darício e Hulda é ex-mulher dele. Segundo a promotora de Justiça Amanda Giovanaz, as denunciadas teriam praticado os crimes de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, mediante promessa de recompensa e mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.

Falando ao programa ENFOQUE da Rádio Sobradinho AM, ela disse que Mãe e filha planejaram os dois assassinatos. Embora, no início, Calinca tenha tentado inocentar a mãe, provas colhidas como conversas telefônicas, mostraram que as duas planejaram a morte de José Dalício. Durante as investigações as duas acabaram confessando o crime. João Ricardo Prestes, namorado de Calinca, segundo a Promotora, admitiu que esteve no local do crime, e alega que foi pressionado por Derli Lopes a participar da execução. Ele, porém, negou que tinha conhecimento prévio do plano. Já Derlí Lopes Gonçalves não foi ouvido ainda porque está foragido.

Segundo Amanda Giovanaz, ambos teriam sido contratados pela mãe e filha para matar José Darício. A promotora lembrou que Mazonde Rodrigues de Nepomuceno – empregado de José Darício – acabou sendo morto, porque estava no local, e testemunhou a morte do patrão.  João Ricardo Prestes e Derlí Lopes Gonçalves foram denunciados também pelo delito de furto qualificado de objetos da residência da vítima. De acordo com o Ministério Público, os delitos de homicídio qualificado possuem pena de 12 a 30 anos, enquanto o crime de furto qualificado possui pena de 2 a 8 anos.

Em caso de condenação, as penas dos delitos imputados a Calinca e Hulda podem chegar de 24 a 60 anos, enquanto as penas de João Ricardo e Derli podem chegar de 26 a 68 anos. Após o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário, os acusados serão citados para apresentar resposta à acusação e apresentar suas testemunhas que serão ouvidas durante a instrução do processo, juntamente com aquelas já arroladas pelo Ministério Público.  É o Judiciário que decide se o caso vai ou não a júri popular. Calinca, Hulda e João Ricardo seguem presos preventivamente no presídio Estadual de Sobradinho. Na entrevista desta quarta-feira (22),  a Promotora Amanda Giovanaz elogiou o trabalho da Polícia Civil, que segundo ela, reuniu provas contundentes para elucidar o crime