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Rural 05/04/2019 14:51
Por: Redação

Entidades acompanham comercialização do tabaco

O objetivo foi verificar como está a comercialização e a qualidade do tabaco e também já trocar informações sobre a próxima safra (2019/2020).

Uma comitiva de representantes da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e das Federações dos Sindicatos Rurais (Farsul) e Federações dos Trabalhadores Rurais (Fetag), visitou as empresas fumageiras esta semana, dias 3 e 4, em Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. O objetivo: verificar como está a comercialização e a qualidade do tabaco e também já trocar informações sobre a próxima safra (2019/2020).

Com a comercialização em cerca de 30%, numa média dos três estados do Sul do Brasil, o tesoureiro da Afubra, Marcílio Laurindo Drescher, destaca a importância de os representantes dos fumicultores acompanharem in loco a venda do produto. Drescher destaca que “nas empresas visitadas durante estes dois dias, foram verificadas as diferenças nas qualidades do tabaco dos três estados. No Rio Grande do Sul, as pesquisas realizadas junto aos produtores já mostravam que haverá uma redução na produtividade, mas a qualidade está dentro do padrão normal.

Em Santa Catarina, no litoral, onde a comercialização já está praticamente encerrada, a qualidade foi boa. Já nas demais regiões, até o momento, está dentro da normalidade. Vêm do Paraná as maiores reclamações na hora da compra do tabaco, inclusive com mobilizações de produtores para uma melhor remuneração do produto. Marcílio explica que a qualidade do tabaco do Paraná, nesta safra, não está nada boa, devido aos fatores climáticos enfrentados durante o cultivo. Segundo ele, “o produtor paranaense vem de safras com muita qualidade e com bons preços, mas, como nesta safra a qualidade do tabaco não está boa, ele sofre com as diferenças que recebe pelo seu produto” O tesoureiro da Afubra lamenta que na maioria dos casos, o produtor recebe menos do que a média da safra passada, o que causa um grande impacto financeiro à sua rentabilidade.

Drescher revela que, em si, a compra, por parte das empresas fumageiras, está obedecendo a Portaria de classificação do tabaco. “Nestes dois dias não observamos muitos problemas durante a comercialização do produto na esteira, entre produtor e empresa compradora. Mas, iremos acompanhar mais vezes esta comercialização e também contamos com nossa equipe de campo percorrendo as propriedades de nossos associados e coletando informações sobre a compra e qualidade do produto”,.. finaliza Marcílio Drescher, dizendo que, nas próximas semanas, a Afubra irá se reunir com as federações de Santa Catarina (Fetaesc e Faesc) e do Paraná (Fetaep e Faep) para realizar as visitas nas empresas fumageiras destes estados. O tesoureiro também revela que o montante de indenizações por granizo para a safra 2018/2019 chegou a mais de R$ 108 milhões. Destes, cerca de R$ 98 milhões já foram pagos.