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Geral 28/08/2020 15:14
Por: Fabricio Ceolin

Vale do Rio Pardo tem quatro casos confirmados de raiva bovina

A orientação é de que caso alguém encontre um possível refúgio de morcegos, faça contato com a Inspetoria Veterinária. 

Após quatro casos serem confirmados e haver registro de 12 suspeitos neste ano, Santa Cruz do Sul e região vivem um surto de raiva bovina. Do total de confirmados, dois são em Santa Cruz, na localidade de Cerro Alegre Alto, um em Rio Pardo e um caso em Passo do Sobrado. Quanto aos casos suspeitos, em que os animais morreram ou foram sacrificados, cinco deles também eram de Santa Cruz. Segundo a médica veterinária, fiscal estadual agropecuária responsável pela Inspetoria de Santa Cruz do Sul, Aline Correa da Silva, o número de casos confirmados de raiva bovina, assim como a quantidade de suspeitos, tem preocupado o órgão, embora a situação aos poucos já esteja sendo controlada.

Como forma de evitar que o problema se alastre, a orientação é de que a vacinação contra a doença seja realizada em todos os bovinos dos três municípios que tiveram casos confirmados. A vacina contra a raiva pode ser encontrada nas agropecuárias e o próprio produtor pode aplicar. Segundo ela, "a situação é preocupante, porque se está tendo casos, significa que as pessoas não estão aplicando as vacinas". A profissional explica que a primeira confirmação na região ocorreu no fim de junho, mas no início de julho teve um aumento. Além da orientação para que seja realizada a vacinação, a Inspetoria Veterinária tem intensificado a revisão de refúgios onde possam estar os morcegos hematófagos, principais transmissores da raiva bovina.

A orientação é de que caso alguém encontre um possível refúgio, faça contato com a Inspetoria Veterinária. A raiva é uma doença infecciosa de evolução aguda, causada por um vírus, quase sempre mortal, que se manifesta entre os animais por transtornos do conhecimento, sintomas paralíticos, entre outros. Transmite-se entre os animais, quase sempre por meio da mordedura ou contaminação de ferimentos por saliva de animais doentes do mal.

O vírus está contido em alta concentração na saliva e demais excreções e secreções dos animais acometidos da doença, além de também no sangue. A raiva atinge o sistema nervoso de bois, cabritos, porcos, cavalos, ovelhas, gatos e cães. No bovino, a forma mais comum é a paralítica, mas pode ocorrer a forma furiosa.