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Rural 22/02/2020 14:12
Por: Redação

Empresa de Cachoeira incentiva o plantio de noz – pecã

Empresa de Cachoeira do Sul concentra hoje o maior viveiro do mundo de nogueira-pecã em raiz embalada.

Impulsionado por um mercado rentável e uma crescente demanda global, o Brasil vem subindo no ranking mundial de produtores de noz – pecã. Em 2019, a produção nacional chegou a 3 mil e 500 toneladas, o que colocou o país entre os quatro maiores produtores do mundo, atrás apenas do México, Estados Unidos e África do Sul.

O novo mapa mundial da produção de noz-pecã apresentado no ano passado no Congresso do Conselho Internacional de Nozes,  na Flórida/Estados Unidos, ressaltou a longa distância que o Brasil está dos grandes produtores. No entanto, país mostrou a aptidão  para a produção do fruto. Os números da produção brasileira foram auditados pela Associação Brasileira de Nozes, Castanhas e Frutas Secas e revisados pela Embrapa Pelotas. De acordo com o diretor da Associação, Edson Ortiz, os números apresentados no Congresso Mundial apontam para um setor em franca expansão. Técnico agrícola por formação e com 30 anos dedicados a noz pecã, Ortiz fala sobre o setor com a propriedade de quem também ocupa o cargo de diretor da Divinut, produtora de mudas e processadora de noz-pecã.

A empresa de Cachoeira do Sul concentra hoje o maior viveiro do mundo de nogueira-pecã em raiz embalada. São cerca de 400 mil mudas em preparo, estas, geneticamente padronizadas mediante a enxertia. A empresa atua fornecendo mudas, ofertando assistência técnica e no incentivo a novos investidores, trabalho que foi crucial para colocar o Brasil no mapa da produção de noz – pecã. Dos  5 mil produtores nacionais da fruta, a Divinut conta hoje com cerca de 3 mil cadastrados, atingindo 600 municípios da região Sul. Para Edson Ortiz, investir no cultivo de nogueiras-pecã  vai render frutos e lucros por muitas gerações. Ele lembra que “uma nogueira-pecã inicia sua produção entre o segundo e o quarto ano e sua longevidade produtiva pode durar mais de 200 anos. Além disso, em alguns casos, a lucratividade pode superar os R$ 50 mil por hectare/ano”.