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Geral 06/04/2019 11:32
Por: Redação

Grupo Ambiental de Candelária denuncia invasão ao topo do Cerro Botucaraí

Os suspeitos, tripulando um automóvel Gol, preto, com placas de Sobradinho, levantaram acampamento, após terem permanecido 36 dias no Morro Botocaraí.

  • Suspeitos estavam acampados há 36 dias no topo do Cerro Botucaraí. Foto: Tiago Garcia/Jornal Folha de Candelária
  • O poço onde fiéis depositam moedas foi escavado. Foto: Tiago Garcia/Jornal Folha de Candelária

O Cerro Botucaraí se transformou num dos principais pontos turísticos Candelária, tendo o seu ponto alto a romaria que atrai fiéis de todo o Estado durante a Sexta-Feira Santa. Durante o ano, o cerro Botucaraí também é muito visitado. E aí surgem os problemas. Publicado em sua página pessoal no Facebook, o ambientalista Marcelo Coimbra da Silva, integrante do Grupo de Apoio, Ações e Ideias Ambientais (GAAIA Candelária) relata que durante uma trilha de rotina, dia 24 de março, os integrantes do GAAIA se depararam com árvores cortadas, mudas nativas arrancadas, e queima de lixo plástico no topo do Botucaraí.

O grupo também constatou que o poço utilizado por fiéis para depositar moedas em agradecimento durante a romaria foi escavado para a retirada de moedas novas e antigas depositadas no local. Conforme o ambientalista, duas pessoas estavam acampadas, mas há informações de que havia mais integrantes. Um deles me disse que estavam ali em retiro espiritual e cuidando do local. Os suspeitos, tripulando um automóvel Gol, preto, com placas de Sobradinho, levantaram acampamento, após terem permanecido 36 dias no Morro Botocaraí.

Marcelo relatou que as árvores cortadas no topo são nativas e demoram entre 10 e 15 anos para se recuperar. O Cerro Botocaraí é um patrimônio ambiental e histórico que precisa ser preservado. Com seus pouco mais de 600 metros, é a elevação isolada mais alta do Rio Grande do Sul. Por sua vez, o secretário municipal de Turismo de Candelária, Dionatan Moralles, pede que os moradores do entorno informem a Prefeitura, se notarem algum movimento suspeito naquele marco histórico de Candelária e região. A reportagem completa está no Jornal Folha de Candelária.