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Saúde 19/01/2019 11:21
Por: redacao

Nove meses após surto de toxoplasmose, casos chegam a 902 em Santa Maria

O último boletim epidemiológico emitido pela prefeitura e pelo governo do Estado, em 19 de outubro de 2018, apontava 809 casos confirmados.

Nove meses após o anúncio oficial do surto de toxoplasmose em Santa Maria, os resultados finais da investigação feita até agora na cidade começam a ser traçados. A Vigilância em Saúde municipal, juntamente com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) trabalha na elaboração do relatório final com o diagnóstico da investigação. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o documento preliminar está em fase final de redação e deve ser concluído em breve.

Ainda conforme a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde, o documento preliminar traz informações referentes às ações realizadas e identificadas até 31 de novembro de 2018 e aponta que, até essa data, 902 casos estavam confirmados, entre os mais de 2 mil e 200 casos notificados. O relatório final ainda depende de questões "como o acompanhamento de algumas gestantes, estudos ambientais referentes à água de consumo humano e análises genéticas sobre os tipos de protozoários encontrados na cidade".

O último boletim epidemiológico emitido pela prefeitura e pelo governo do Estado, em 19 de outubro de 2018, apontava 809 casos confirmados. De acordo com a secretária de Saúde municipal, Liliane Mello Duarte, a pasta aguarda, agora, o fechamento final dos dados, que ainda não tem data para ser divulgado. A Região Oeste _ principalmente os bairros Tancredo Neves, Boi Morto, Juscelino Kubitschek, Nova Santa Marta, Pinheiro Machado e Renascença _ é a que apresentou mais concentração de casos. Apesar de o surto ter sido considerado estabilizado desde outubro, Liliane ressalta a preocupação em manter-se os cuidados para evitar novos casos.

A principal suspeita da origem do surto continua sendo o sistema de abastecimento de água da cidade e a contaminação cruzada de hortaliças. Desde o dia 1º de outubro de 2018, a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) faz o monitoramento do sistema de abastecimento na cidade, por recomendação do Ministério da Saúde. De acordo com o superintendente regional da Corsan em Santa Maria, José Epstein, nenhuma inconformidade foi apontada em análises feitas até agora. A próxima coleta está prevista para ocorrer nesta segunda-feira.