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Saúde 04/01/2019 14:04
Por: redacao

Santa Cruz do Sul reforça alerta contra o mosquito transmissor da dengue

O município é declarado infestado desde 2016. Em 2018, até o início de setembro, foram descobertos 251 focos, enquanto em todo o ano de 2017 houve o registro de 198.

Com o início do verão e o período de férias, a coordenação de Ações de Combate ao Aedes aegypti de Santa Cruz reforça o alerta para a necessidade de conscientização e cuidados especiais para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e febre chikungunya. O município é declarado infestado desde 2016. Em 2018, até o início de setembro, foram descobertos 251 focos, enquanto em todo o ano de 2017 houve o registro de 198. Os bairros Goiás, Schultz, Bom Jesus e Avenida são os com maior concentração de focos.

O coordenador de Ações de Combate ao Aedes e presidente do Comitê Interseccional de Enfrentamento ao Aedes, David Nóbrega, informou que não existe explicação para a concentração, a não ser a migração do mosquito. Nóbrega destaca que as chuvas e o calor formam o ambiente propício para a proliferação do mosquito. Embora o trabalho de combate seja diário, o coordenador afirma que ainda existem pessoas que não estão cientes sobre a importância do controle, desde evitar o acúmulo de lixo até os cuidados com a água do vaso sanitário. O coordenador chama a atenção sobre a necessidade de cuidados especiais para evitar problemas no período que as pessoas ficam fora de casa nas férias. Neste sentido, destaca a importância da manutenção sistêmica da piscina para evitar a proliferação de mosquitos.

Da mesma forma, o pratinho de plantas precisa ser limpo uma vez por semana e recomenda a colocação de duas colheres de sopa de água sanitária no vaso do banheiro quando os moradores saírem para viagens. Além de ações educativas para prevenção, a prefeitura de Santa Cruz realiza medidas mais ostensivas nos imóveis flagrados com o foco do mosquito, com a aplicação de multa de uma Unidade de Padrão Municipal (UPM), no valor de 286 reais e 86 centavos. A lei é aplicada a quem receber notificação e, mesmo assim, três dias depois mantiver o pátio com acúmulo de água e condições favoráveis ao aparecimento de criadouros. Nóbrega afirma que já houve a aplicação da pena, principalmente áreas com piscinas. Ele lembra que se o proprietário não tomar providências, o valor dobra com a reincidência.